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28 de fevereiro de 2012

O meu mestre Yoda

Que bom voltar! Melhor ainda com layout novo e com gateeeeenhos! A vibe felina tem uma explicação. Meu filhotão tá com quase um ano e meio e fiquei devendo uma postagem. Bom, felizmente a blogosfera é perfeita para nós - pessoas que gostam de escrever mas preferem viver o momento ao invés de postar trivialidades (como o prato que se está comendo) no facebook ou twitter a cada 5 minutos. Assim a gente filtra os melhores momentos e amadurece as melhores ideias prá escrever depois mais do que cinco linhas...

Se você é como eu, sabe que esse discurso todo esconde simplesmente o seguinte: "pãtz, que preguiça. Depois eu escrevo um post sobre isso". Daí você escreve depois de meeeses. Hehehe. Acho que no fundo quase todo blogueiro é um procrastinador em potencial. 

Em outubro de 2010 eu ainda morava no centrão, e na General Jardim eu me deparei com uma bolinha de pêlos minúscula encalacrada numa jaulinha igualmente minúscula. O gato era muito pequeno, não parecia nem ter três meses. Eu nunca fui a favor de comprar animais - pow, tem tantos na rua... se todo mundo adotasse os animais de rua ao invés de gastar os tubos em pets de pedigree, certamente o centro de zoonoses estaria praticamente vazio...

Enfim, como eu tenho o dom de pagar a minha língua abençoada, me apaixonei pelo bicho e fiquei me mordendo de vontade de ter um gato persa. Isso porque uma vez o Gam e eu vimos uma dondoca no centrão passeando na rua com um persa desfalecido num carrinho de supermercado. O gato era imenso e preguiçoso, e nem se abalava com a rua.  Achei aquilo o máximo, e sonhei com a possibilidade de ter um gato malemolente... prá eu poder arrastar comigo onde quer que eu fosse. 

O persa é uma raça que permite isso. Costumam ser mais tranquilões mesmo. Mais tranquilos do que eles, só mesmo os Ragdolls - chamados assim porque a gente faz o que quer com eles e eles neeeeem aí... literalmente bonecas de pano. Inclusive essa raça tem uma tolerância imensa à dor - o que chega a ser preocupante, pois geralmente só se percebe que estão doentes quando estão muito mal mesmo...

Ragdoll - também existe em outras variações de cor

Bom, o Gam comprou prá mim a bolinha peluda. Depois descobrimos que a pet shop (chamada General Au-Au) tá mais prá açougue do que prá pet shop. Primeiro descobrimos que o bicho foi desmamado mega cedo e foi enjaulado com nem dois meses. A gaiola era tão pequena que quando chegou em casa, ele não conseguia correr... Ele tinha uma cara engraçada e caricata... me fazia lembrar algum personagem de filme ou desenho... claro, o Mestre Yoda! Por causa dos orelhões meio caídos, sei lá. Rsrsrs.

Mas tããão peludinho!
Yoda com 3 meses. Tadinho, como era feinho...

Percebi que ele tinha várias casquinhas brancas na pele, além de um furo enorme de mais ou menos 1,5 cm, que era uma ferida super estranha, e os ouvidos pretos de sujeira. O pessoal da pet disse que não era nada, mas procurei o doutor Heitor, recomendado pela minha cunhada Marisa, e segundo ele o bicho estava com um fungo na pele e nos ouvidos, e a ferida ele achou que foi uma tentativa de vacinação muito prematura, que necrosou a pele... Prá tratar o fungo, ele recomendou tosar o gato inteirinho... Olha como ele ficou:


Yoda com 4 meses tosado.

Nessa época eu estava em férias, então ficava levando ele no veterinário cuidava dele. Eu colocava ele no meu peito e fazia carinho até dormir. Daí ele pegou mania de se aninhar no meu pescoço... Bom, conseguimos tratar a feridona e a pele. Mas a orelha...até hoje tratamos, é um fungo muito persistente. Ele foi crescendo e o pêlo também.


Yoda com 5 meses

E não parou mais! Olha ele com uns 8 meses:





  







E ele hoje em dia, com um ano e meio. Abaixamos o pêlo dele por conta do calor:










Bom, eu contei que ele pegou mania de se aninhar no meu pescoço, né... Pois é, só que como ele foi desmamado muito cedo e eu cuidei dele logo que o trouxemos para casa em minhas férias, ele também pegou mania de mamar no meu pescoço!!!  Todas as noites ele vem fazer isso, depois dorme literalmente em cima da minha cara... Olha esse vídeo... eu tava mega gorda e com uma papada imensa:




É isso aí... depois eu preciso postar outras manias dele, esse gato é uma figura. Ah, e antes que eu me esqueça... não é que o danado passeia com a gente prá cima e prá baixo? 

30 de julho de 2010

Gatos!




Eu acredito que o ódio em relação aos gatos da maioria da população normal do globo é puramente cultural. Antes venerados no Egito, passaram a ser depois, com a Igreja Católica, perseguidos e queimados pela Santa Inquisição. Criou-se então um certo estigma em torno deste animal.  

É dito por aí que os gatos são traiçoeiros e egoístas. Que se apegam à casa, e não ao dono. Em primeiro lugar, qualquer animal pode ser imprevisível. Existem animais e animais. Assim como existem gatos ariscos, existem cachorros perigosos.

Você não vê por aí crianças sendo abocanhadas por gatos, né? Gente no pronto-socorro com a perna estourada por mordida de felino? Só se for um tigre, um leão... Quem tem que ter fucinheira são os cachorros... Mas a questão não é dizer qual é mais perigoso, gato ou cachorro. E sim deixar claro que depende do temperamento do animal em si.

Só quem tem gato sabe que esse papo de que o cachorro é "companheiro" e o gato é "traiçoeiro"  é balela. Gatos também demonstram carinho, lambem a gente, dormem no nosso colo... se desesperam quando acham que os donos estão brigando, quando choramos... Do mesmo jeito que os cachorros ficam felizes quando vêem os donos, os gatos também. Alguns se jogam no chão, é o maior barato. E para demonstrar quando estão felizes, eles ronronam....




A coisa mais legal é você pegar um gato no colo e sentir que ele começou a ronronar... é um sinal que ele está feliz, satisfeito... E se apegam aos donos sim. Eles escolhem uma pessoa da casa, e passa com ela a maior parte do tempo. Vão atrás de você, pulam no seu colo...

Os gatos são excelentes bichinhos de estimação. Além de carinhosos, não fazem barulho e não incomodam a vizinhança (lembrando aqui da necessidade de castração, porque gata no cio é um inferno...). Não cheiram mal, e pouco necessitam de banho. O máximo recomendado, para se ter uma ideia, é de um banho por mês.

Além disso, não deixam a casa cheirando a cocô... Porque eles aprendem ainda filhotes, com a mãe, o lugar certo para se fazer isso. Uma vez aprendido, ele jamais fará xixi ou cocô fora da liteira. E se fizer, é um alerta de que algo não vai bem com o gato. Ele pode fazer isso para chamar atenção, ou quando a liteira está muito suja.

Uma coisa legal também é que eles interagem com a gente. Brincam com qualquer coisa, e são muito engraçados. Veja no Youtube a infinidade de vídeos hilários de gatos...

Claro que existem coisas no gato que enchem o saco às vezes... a unha, por exemplo, temos que manter sempre cortada, porque qualquer patada que eles dão por brincadeira nos arranha, é um martírio.

Alguns gatos são mais reservados, é verdade. Mas como eu disse acima, muito depende do temperamento do animal, seja gato ou cachorro. No fim das contas, as desvantagens de se ter um ou outro, prá mim só existem se comparadas ao o fato de não ter nenhum deles. Até porque, para quem não quer ter dor de cabeça nenhuma com bichinhos, a única opção é não tê-los.