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13 de abril de 2011

Prólogo



Eu tenho um blog prá escrever. Por mais estranho que isso pareça, eu tenho um blog prá escrever. Não porque eu goste de escrever. Não porque eu me sinta obrigada a escrever. Simplesmente porque eu preciso escrever.

Eu preciso expelir essa ânsia, essa tontura, essa vertigem. Eu preciso escrever. Escrever é meu Dramim. Faz parte da minha rotina ver uma coisa qualquer pelo chão e conceber de imediato um texto inteiro na minha cabeça, com começo, meio e fim. Com argumento e contra-argumento. Com clichês e metáforas de efeito. Não necessariamente bom, como qualquer coisa que eu escrevo. Mas necessariamente passional, como qualquer coisa que eu escrevo.

Me machucou muito esse jejum bloguístico. Me ulcerou por dentro. E por isso eu volto aqui, na primeira oportunidade prá escrever a primeira coisa que vêm à cabeça. Escrever, escrever, escrever...

Sem julgamentos às finalidades com as quais muitos blogam por aí. Já fiz isso antes, eu sei. Mas queria que todos os blogueiros do mundo pudessem sentir este prazer que eu sinto agora, digitando, blogando, escrevendo, pensando, matutando, remoendo, exprimindo, imprimindo nas letras aquilo que vem não sei de onde.

Blogar é como cantar. É como pintar. É como dançar. É traduzir em um sentido o que se sente em outro sentido. É transformar em uma coisa o que é outra coisa e que se interpreta ainda como outra terceira coisa. Blogar é escrever, e escrever é arte. Por mais xexelenta e barata que seja.

Fim do prólogo.

Agora vamos às notícias da minha imprensa marrom

Muita coisa aconteceu nestes meses. Este ano foi marcado por muitas mudanças abruptas. Ironia do destino, tudo aconteceu na hora certa. Exatamente como eu desejei.

Mudei de emprego. Uma secretária do meu antigo emprego me indicou à uma vaga. Passei. Secretária executiva de diretoria, ao seu dispor.

Tipo assim, pulei alguns degraus de uma vez só. Saí do lodo da cadeia alimentar alçando vôo de borboleta. Sem mastigar ninguém, subi na minha, com este jeitinho herbívoro e inofensivo. Quase imperceptível.

Desafio grande, diário. Meu chefe não chega a ser um diabo vestindo Prada. Mas é extremamente exigente e metódico. Só pode ter TOC, só pode! Fiz cinco entrevistas, e fui alertada em todas elas sobre a personalidade do cabra. Tem certeza que é isso que você quer? Ouvi isso pelo menos cinco vezes...

Incrivelmente eu estou me dando muito bem com ele. E descobri que ele é uma pessoa de um coração enorme. E que faltava uma Aline na vida dessa criaturinha mexicana cheia de manias.

Mudamos de apartamento. Gam e eu passamos por muito sufoco. Ainda estamos. Mudança é terrível, acaba com os nervos da gente. Haja equilíbrio prá agüentar essa tormenta, Deus do céu. Já estamos com os móveis montados, o muquifo tá com cara de casa, mas ainda quero comprar mais uns móveis prá guardar o que ficava empinhocado nos cantos do ex-muquifo. Em maio será o openráuse. Claro que eu vou convidar a geral!

Agora moramos no Sacomã. Saí do centrão, valha-me Deus. Gostava muito de lá, sinto falta de muitas coisas. Da poeira encardida do centrão, do minhocão entumescido, dos seres transviados que margeiam aquilo que chamamos de normal. Da poesia que nunca saiu do primeiro verso: Meu coração é no centro. Um dia eu escrevo isso. Ou não.

Mas também muita coisa de lá me saturava. A ilicitude vai te castigando mentalmente. Chega uma hora que você não agüenta mais conviver com o lado B do ser humano. Promiscuidade, mendicância, drogas (a porra do crack). Tudo isso vai martelando, martelando...

Daí, quando dei por mim, já estava dando graças a Deus quando chegava num bairro mequetrefe e só via “gente normal”. Independente de condição financeira. Gente indo comprar pão na padaria com as moedinhas de troco, gente passeando com cachorro, moleque brincando na rua, e não morando nela.

Minha rotina mudou da água pro vinho. Estou trabalhando muito, não tenho tempo nem de respirar. Acabou a mamata de postar na hora do trabalho. Além disso, agora to longe de tudo. Duas conduções pro trabalho (isso que o Gam me deixa no ponto de ônibus), dois trens e um ônibus prá PUC e, por fim, ônibus-metrô-ônibus prá casa. Somou aí? 8 conduça por dia. Isso mata qualquer Cristão.

Parece que as coisas estão começando a entrar nos eixos. Agora tenho que retomar a vida acadêmica, pôr as finanças em ordem, deixar o apto aprazível e ter meu Gam aqui do meu ladinho, e suspirar de amor. Eu sinto que esse ano vai ser isso mesmo, uma preparação para os próximos dois anos... que serão de planejamneto puro, de poupança, de ponta de lápis. Traduzindo, preparação para o casamento – compra da nossa casa e a festança. Como merecemos, com direito a todas as minhas maluquices.

Falando nisso, andei tendo mais umas idéias malucas. Mas isso fica prum próximo post do outro blog. O blog que uso prá registrar minhas idéias casamentícias – RE-GIS-TRAR. É um diário, não jogação de confete. Sejam bem-vindos prá visitar, sem obrigação de seguir e comentar!

Ai, ai... eu já tava blogsick!!!

Pow, falando nisso... queria fechar o post falando sobre o blog da minha irmã. Dêem uma olhada lá porque fui eu que fiz o layout do blog  tá muito legal o blog, ela escreve prá caramba. Tudo o que você achar de poesia lá, ele que escreve. Uma das poucas pessoas desse mundo que sabem escrever soneto, e daqueles de arrepiar os pelinhos de qualquer cristão.
Inté a próxima. Si Deus quizé.

9 de dezembro de 2010

Réquiem do sexto semestre



Foram bons maus momentos... Picos de bipolaridade, depressão, compulsão. Em vias de mandar tudo pro espaço, eis que veio Dra. Débora me salvar com seus remedinhos mágicos. E cá estou eu, vitoriosa, a olhar para trás e ver o quanto podemos decair em tão pouco tempo.

Este foi definitivamente o pior semestre ever. E por isso mesmo foi o melhor. Porque nele eu desci às profundezas do lamaçal depressivo-bipolar e ascendi aos céus azuis fluoxetino-sibutramínicos. Agora vamo que vamo.

A música perfeita para o defunto sexto semestre: 'Desastre Mental' (fiquei em dúvida entre essa e o 'Rock da Descerebração', ambas de Cajuja). Check it out:



Desastre Mental
Composição: Cazuza / Renato Ladeira


Baby, eu lamento
Mas não tenho tempo

Pra sentir as tuas dores
As minhas eu já não agüento


Minha vista torta
Já não se importa
Não me conte um bando de mentiras
Quando eu for fechar a porta


Aqui ninguém entra
Daqui ninguém sai
Somos sobreviventes
De um desastre mental


Não é que eu não ligue
De correr o perigo
De nunca te achar direito


Eu quero de qualquer jeito
Eu tenho que me salvar
Não vá me convencer que está com medo
Que está tarde ou que está cedo


Aqui ninguém entra
Daqui ninguém sai
Nós somos sobreviventes
De um desastre mental


Prefiro te manter
Ao lado direito do meu peito
Por essa razão

Você não navega
É uma queda de avião
No meu coração
Não vá me provocar no fim da festa, não

Aqui ninguém tá morto
E daqui ninguém sai
Nós somos sobreviventes
De um desastre mental

 
Bem, a partir de amanhã retorno às atividades bloguísticas. Amanhã tem breja com os meninos, espero que não role polenta dessa vez!  E falando nos meus adoráveis camaradas, vou fechar o post com as belas palavras de meu amigo Rodolfo, o qual em breve será agraciado com um blog para ele postar suas reflexões alcoólico-filosóficas:
 
"Sobrevivemos à uma Copa do Mundo mal jogada;
Sobrevivemos à fome no mundo;
Sobrevivemos à morte de Néstor Kirchner (ele não);
Sobrevivemos à invasões de reitoria;
Sobrevivemos ao terror no Rio de Janeiro;
E claro à semana de provas."

25 de novembro de 2010

Caraca, mais um!

Gente... mas que maré é essa de prêmios homenágico-bloguísticos? Cara, hoje eu compro uma telesena, juro! Enfim, várias idéias textuais pendentes, os posts aflorando na cabeça, mas... tô sem tempo, e a prioridade hoje é falar sobre o selo que ganhei nesta semana do David, do blog Era uma vez.

O David é meu pápis virtual (porque temos muitos lances malucos em comum), foi o primeiro blogayro que eu conheci, e graças a ele caí de gaiata nos blogays alheios e conheci muuuuita gente boa. Pessoas divertidas, inteligentes e sem frescuras. Pessoas que me fizeram enxergar o mundo GLBTUVXZ com outros olhos, despidos de pré-conceitos.

Eu achava esse troço de selinho uma chatice. Até ganhar um! Tô adorando essa promiscuidade bloguística, esse troca-troca gostoso de homenagens, essa mútua rasgação de seda e o escambal. Massageia o ego de qualquer pessoa, e mesmo das mais desprovidas do mínimo de autoestima - como yo.

Mas o mais legal é sentir uma coisa genuína através desses selos. Sentir laços que se estreitam lentamente, com cuidado, com respeito e admiração verdadeira - sem interesses. Não é uma troca de favores, mas uma troca de sentimentos.  Se não fosse o pozinho mágico Prozac-pirlimpimpim, eu estaria chorando rios agora (de cara limpa eu choro assistindo novela das oito-nove, crê?) ... Mas mesmo mais serena, tô bastante emocionada...

Bom, vamos ao selo ('E assim falou Zaratrusta' ao fundo, por favor):


PRÊMIO DARDOS


(Num entendi ainda o nome desse prêmio)


Sobre o selo: "foi criado com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar o carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web”.


Ao receber o prêmio, o blog deve também indicar outros blogs. Aos indicados, para que este incentivo não acabe, peço que sigam estas instruções:


1)Você deve exibir a imagem do selo em seu blog;
2) Você deve linkar o blog pelo qual você recebeu a indicação
3) Escolher outros blogs a quem entregar o Prêmio Dardos;
4) Avisar os escolhidos, claro!

 
Bem, agora chegou minha vez de passar o trem adiante (eu achei que demoraria uns mil anos prá fazer isso, o que comprova que você não precisa ter milhares de seguidores prá se divertir premiando os blogs que você curte). Seguem os cinco blogs que leio com mais assiduidade (sem ordem de preferência, pois adoro todos). Espero poder fazer isso mais vezes prá colocar tooooodos os blogs que gosto!

Vamo lá, olha aí os sublimes eleitos:

Mulher Alienígena: blog da Lu Ferreira, já falei sobre ela aqui. Inclusive faço questão de repetir o que disse com todas as letras: a Lu é mais uma pessoa especial que encontrei "por acaso" no meio bloguístico. Caí de para-quedas no blog dela, e espero nunca mais sair de lá!!! Essa mineirinha é um espetáculo. Super cabeça, escreve prá caramba. O blog dela é super despretencioso, e por isso mesmo surpreende. Ela não veio ao mundo bloguístico prá receber confete, só quer ter seu cantinho prá desabafar. E eu particularmente adoro blog assim... principalmente se são desabafos tão bem articulados... babei! Muita prosa e poesia, gente coisa é outra fina!

Visão Internacional: blog de Ícaro Rosa, meu amigo de faculdade (apesar de ser um quinta coluna, pois mudou prá turma da manhã, tsc). Ele não tem seguidores porque em termos de configurações e apetrechos bloguísticos, ele tá começando. Mas me admiro com a sua persistência, ele posta com bastante frequência textos muito bons, mesmo não tendo muitos comentários. Mas ele merece zilhões de comments, e muito! No blog dele você vai encontrar reflexões sobre as nuestras relaciones intenacionales. E não pense que é um blog restrito ao meio acadêmico. Qualquer pessoa consegue digerir bem os textos sem nenhuma dificuldade.

Pampuplikong: blog do Edu, esse trem significa "público" em tailandês (eu acho que é isso, rs). O Edu eu encontrei na lista de blogs do David, e me encantei com a figura desse ser sublime. O blog dele é bem-humorado e cheio de estilo, não espere posts convencionais. A temática? Bem, varia de comidas gostosas e exóticas (cara, ainda não sei que porra é esse tartufo) a assuntos do cotidiano regados a sexo (porque séquiçu faiz parte da vida do cerumano). Se você ainda não conhece o Edu, vai boiar legal nos textos dele. Porque ele é todo enigmático, ele escreve o que pensa e do jeito que pensa, sem links ou legendas, rsrs. Mas não desista, depois do vigésimo post você começa a entender um pouco o dialeto eduístico. E para nos auxiliar, um 'iluminado' bolou um blog muito bom, o FAQ Pampublikong.

Dois Perdidos na Noite: blog dos... Dois Perdidos na Noite! Porque eles não revelam suas identidades secretas. Para facilitar nossa vida interativo-bloguística, podemos chamá-los de DPNN, ou simplesmente "Dois". Eu trato o "Dois" como uma pessoa só, porque tenho a impressão que é só um mesmo que escreve. Mas ele escreve sobre sua vida e de seu parceiro. No blog dele eu aprendi muita coisa, e continuo aprendendo. Muitas reflexões inteligentes sobre a temática gay, o que ele intercala com textos variados igualmente inteligentes sobre filmes, cultura e o que vier na telha, de forma leve, gostosa e bem-humorada.

Vida de Dois Ursos: blog dos... Dois Ursos! Urso Right e Urso Left, ambos escrevem posts muito bons, de temas variados também, com muito estilo e bom humor. Os caras são muito inteligentes, têm grandes sacadas e o template mais estiloso ever (design gráfico na veia, brô). Com eles eu aprendi o que são os tais 'ursos' no universo gay. Eu nem imaginava que essa 'categoria' existia, e me encantei com os peludos! Uma frase que eu li no blog e não esqueço: "não somos viados, simplesmente gostamos de homem!". Graças a eles, pus uma pá de cal nos meus velhos pré-conceitos 'antibichéticos'.

Não sei quando eu volto, até dezembrão tô enforcada com as provas.

David, num te dei o selo porque você já ganhou (mais que merecidamente)! Não seja guloso, hein!

Inté!



19 de novembro de 2010

Toca The Cure!!!!


Eu não me canso... praticamente toda sexta-feira eu ponho essa frase no meu msn. Ah, cara... Nada melhor do que The Cure na sexta!!! Aliás, isso aí em cima é uma estampa de camiseta que retrata fielmente "Friday I´m in Love" (sem fonte porque eu continuo displiscente com os direitos autorais na web).

Mas não é só por causa da sexta que esse post surgiu... Hoje eu tive mais uma agradável surpresa de aniversário... Ganhei um troféu!!! O primeiro ever in my life, porque nem troféu de dominó eu tenho... pensa numa pessoa destrambelhada no quesito práticas esportivas (é, eu sempre sobrava quando tiravam times na escola).

Bem, o tal troféu e The Cure fazem sentido porque a pessoa que me agraciou é fã inconteste de Smiths, The Cure e cia ilimitada. Trocando em miúdos:  o Blog Dois Perdidos na Noite me deu isso aqui, ó:




E olha, eu achei tão legal o que o DPNN escreveu, que vou transcrever aqui descaradamente:

'Categoria eu sou Diva (blog feminino): Malemolência em Série: Um blog escrito por uma garota, para colocar um pouco de estrógeno na lista. Ela é cabeça aberta, simpatizante, engraçada e escreve loooooongos textos saborosos. Mas não espere um blog " de menininha"! A Aline é mais moleque do que todos nós cuecas juntos! Ainda bem!"

Não preciso nem dizer que o ego da pessoa aqui saiu flutuando pela janela, né? Maior legals. Eu quero copiar essa ideia um dia, mas prá isso eu tenho que ter mais cacife, ainda tô engatinhando neste universo bloguístico...

Ah, na segundona eu aporto aqui prá falar de agendas, hehehe. Não vivo sem! Achei a minha escolhida de 2011 ontem, e já comprei a bicha. Coisa linda de mãe!

É, depois das eleições o Malê ficou superficialóide, né? Mas fazer o quê, nem só de profundidade vive este meu muquifo virtual.

Hasta!

2 de setembro de 2010

Bota água no feijão, que eu tô voltando!



Senhoras e senhores, trago boas novas...

Depois de uma profunda jornada espiritual, eis que retorno ainda mais ávida e sedenta!

Hoje fui ao psiquiatra, e ganhei uns remedinhos prá depressão e bipolaridade. É, isso aí. BIPOLARIDADE.

Maior legal, entrei num site muito bom sobre o assunto e descobri porque num mesmo segundo eu tenho vontade de metralhar quem cruza meu caminho, adotar um gatinho abandonado e depois me jogar do 13º andar. Legal, né?

Cara, é muito bom descobrir de onde vem este turbilhão. Melhor ainda poder confiar em alguém capacitado prá tratar essas maluquices. Ou não...

Tudo bem que a médica que me atendeu parecia um chuchu de batom, uma velhota mal encarada candidata a "miss antipatia"...  Mas ok, encarei a vovó e vomitei minhas insanidades...

Agora vamos ver se eu consigo me concentrar mais. Ultimamente, o que mais me incomoda é a avalanche de ideias que invade minha cabeça, além da compulsão e da INTENSA irritabilidade (eu ainda vou ser banida da faculdade, tô começando a virar uma ameaça à sociedade).

Pois bem, não resisti ficar sem blogar...

Engraçado, me peguei pensando numa coisa estes dias. Um pensamento meio construtivista: é curioso como cada pessoa atribui a seu blog um significado diferente... e o usa de maneiras diferentes... e como isso tudo muda de acordo com o tema do blog.

Por exemplo, há muitos blogs "casamentícios" por aí, certo? São blogs de mulheres que querem dicas para a organização do casamento, etc. Eu gosto de acompanhar estes blogs prá ficar por dentro das novidades e tal.

Mas eu me irrito muito (nossa, que novidade!), com o jeito que estas meninas blogam. É uma jogação de purpurina que puta que o pariu... Prá você ter seu blog reconhecido, tem que sair rasgando seda a torto e direito. Você tem que usar a mesma linguagem (cara, elas escrevem feito retardadas...). Depois tem aquelas tranqueiras de "selinhos fofos" e bla, bla, bla...

Não me incomodam os selinhos, e muito menos as amizades criadas neste meio, muito pelo contrário. Desde que ambos sejam verdadeiros. Nada como criar laço genuínos, baseados no carinho e respeito... Nada como conhecer pessoas novas, com visões de mundo diferentes. Nada como expandir nosso mundinho interior. E não o nosso ego.

É essa "promiscuidade blogueira" que me faz pensar o que um blog significa prá cada um. E o curioso é que pode significar muita coisa. Prá uns, é um meio de promoção social, prá outros, um porto seguro para desabafar, e outros, um meio para canalizar sua ideias e criatividade.

Bem, prá encerrar o assunto, uma letra do Gabriel o Pensador (me gusta mucho!) do disco "Seja você mesmo, mas não seja sempre o mesmo". Aliás, que disquinho esquerdista, hein, Gabriel... Parece que leu o Manifesto do PC antes de escrever as letras.

Maaaaas, por isso mesmo.... NOTA MIL!!!! Leia com paciência até o final... Principalmente o final, onde ele faz um jogo de palavras genial. Como sempre!!!

Voilá!


BRASA
Gabriel o Pensador

Um poeta já falou, vendo o homem e seu caminho:

"o lar do passarinho é o ar, e não o ninho".

E eu voei... Eu passei um tempo fora, eu passei um tempo longe.

Não importa quanto tempo, não importa onde.

Num lugar mais frio, ou mais quente de repente, onde a gente é esquisita, um lugar diferente.

Outra língua, outra cultura, outra moeda.

É, vida dura mas eu sou duro na queda.

Se me derrubar... eu me levanto, e fui aos trancos e barrancos, trampo atrás de trampo, trabalhando pra pagar a pensão e superar a tensão do pesadelo da imigração.

Clandestino, imigrante, maltrapilho.

Mais um subdesenvolvido que escolheu o exílio, procurando a sua chance de fazer algum dinheiro, no primeiro mundo com saudade do terceiro.

Família, amigos, meus velhos, meu mano - o meu pequeno mundo em segundo plano.

Eu forcei alguns sorrisos e algumas amizades.

Passei um tempo mal, morrendo de saudade.


Eu tô morrendo de saudade, tô morrendo de saudade.


Eu tô morrendo de saudade, tô morrendo de saudade...


Da beleza poluída, da favela iluminada, do tempero da comida, do som da batucada.

Da cultura, da mistura, da estrutura precária.

Da farofa, do pãozinho e da loucura diária.

Do churrasco de domingo, o rateio e o fiado, a criança ali dormindo, o coroa aposentado.

Eu tô morrendo de saudade, tô morrendo de saudade...

Da mulata oferecida, do pagode malfeito, de torcer na arquibancada pro meu time do peito.

A pelada sagrada com a rapaziada, o sorriso desdentado na rodinha de piada.

Da malandragem, da nossa malícia, da batida de limão, da gelada que delícia!


Eu tô morrendo de saudade, tô morrendo de saudade...


Do jornal lá na banca, da notícia pra ler, das garotas dos programas da TV.

Do jeitinho, do improviso, da bagunça geral.

Do calor humano, do fundo de quintal.

Do clima, da rima, da festa feita à toa - típica mania de levar tudo na boa - do contato, do mato, do cheiro e da cor.

E do nosso jeito de fazer amor.
Agora eu sou poeta, vendo o homem a caminhar:

o lar do passarinho é o ninho, e não o ar.

E eu voltei. E eu passei um tempo bem, depois do meu retorno.

Eu e minha gente, coração mais quente, refeição no forno.

Água no feijão, tô na área, bichinho.

Se me derrubar... eu não tô mais sozinho.

Tô de volta sim senhor.

Sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor.

Mas o amor é cego.

Devo admitir, devo e não nego, que aos poucos fui caindo na real, vendo como o Brasa tava em brasa, tava mal.

Vendo a minha terra assim em guerra, o meu país... não dá, não dá pra ser feliz.

E bate uma revolta, e bate uma deprê.

E bate a frustração, e bate o coração pra não morrer.

Mas bate assim cabreiro.

Bate no escuro, sem esperança no futuro, bate o desespero.

Bate inseguro, no terceiro mundo, se for, com saudade do primeiro.

Os velhos, os filhos, os manos - ninguém aqui em casa tem direito a fazer planos.

Eu forcei alguns sorrisos e lágrimas risonhas.

Passei um tempo mal, morrendo de vergonha.

Eu tô morrendo de vergonha, tô morrendo de vergonha.


Eu tô morrendo de vergonha, tô morrendo de vergonha...

Da beleza poluída, da favela iluminada, da falta de comida pra quem não tem nada.

Da postura, da usura, da tortura diária.

Da cela especial, da estrutura carcerária.

A chacina de domingo, o rateio e o fiado, a criança ali pedindo, o coroa acorrentado.


Eu tô morrendo de vergonha, tô morrendo de vergonha...


Da mulata oferecida, do pagode malfeito.

Morrer na arquibancada pro meu time do peito.

O salário suado que não serve pra nada, o sorriso desdentado na rodinha de piada.

Da malandragem, da nossa milícia, da batida da PM, porrada da polícia.


Eu tô morrendo de vergonha, tô morrendo de vergonha...


Do jornal lá na banca, da notícia pra ler, das garotas de programa dos programas da TV.

Do jeitinho, do improviso, da bagunça geral, do sorriso mentiroso na campanha eleitoral.

Do clima de festa, da festa feita à toa - ridícula mania de levar tudo na boa - do contato, do mato, do cheiro da carniça.

E do nosso, jeito de fazer justiça.


Mas eu vou ficar no Brasa porque o Brasa é minha casa, casa do meu coração.

Mas eu vou ficar no Brasa porque o Brasa é minha casa e a minha casa só precisa de uma boa arrumação.

Muita água e sabão.

Ensaboa, meu irmão.

Não se suja não.

Indignação.

Manifestação.

Mais informação.

Conscientização.

Comunicação.

Com toda razão.

Participação.

No voto e na pressão.

Reivindicação.

Reformulação.

Água e sabão na nossa nação.

Água e sabão, tá na nossa mão.

Tô morrendo de paixão, tô morrendo de paixão...



24 de agosto de 2010

Dando um tempo


Não, não estou desistindo de mais um projeto... pelo contrário. Tenho que dar um tempo nas bloguices prá me concentrar nos estudos. Ô, vida...

O fato é que estou vendo uma pequena pilha de textos atrasados crescer a cada dia. E os fins-de-semana estão cada vez mais curtos. Não consigo mais estudar aos domingos.

Então... vou tentar usar as janelas do trampo. E eu sei que se eu me propuser a blogar só um pouquinho por dia, vai dar caca. Uma mente inquieta não tem limites.

E prá fechar, o refrão da música do Vandré que rendeu sua morte. Credo, até parece que eu tô postando o réquiem do blog. Mas ele não está morrendo, eu garanto. Só estamos dando um tempo em nossa relação.

Eu me lembro que, no CEPAV (acho que eu estava no primeiro ano), havia muitos anos que não faziam grêmio no colégio. Até que uma turma esquerdista e descolada do terceiro ano resolveu montar uma chapa. Chamava-se "Quem sabe faz a hora". Quer nome mais "comunista"?

Fizeram o maior rebuliço no colégio. Suscitaram as veias políticas até dos mais apáticos. A participação na votação foi massiva. E, depois da vitória da chapa mais quente do CEPAV, o esperado marasmo voltou a reinar.

Os caras não fizeram nada pelo colégio, o que fez a massa apelidar o novo grêmio de "Quem sabe vai embora". Mas calma, eu não quero ter o mesmo destino. O blog nasceu prá ficar. Mesmo que na memória daqueles que infortunei com umas dúzias de e-mails.

"Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer".

Abraço.


17 de agosto de 2010

Mais um blog!

A minha cabeça não pára mesmo de ser invadida por uma avalanche de ideias... fiz mais um blog, desta vez para o meu casamento. Este será reservado só prá isso mesmo, prá trocar ideias com as meninotas empolgadas como eu quando o assunto é casar.

Fiquem tranquilos que eu não vou encher vocês com e-mails deste blog. Aliás, hoje estou pensando em como eu vou fazer prá me desligar dessas mini-obsessões, pois preciso começar bem o semestre... e não tô estudando nada!

Por isso, tô pensando em me segurar e começar a postar só uma vez por semana. Meu boletim vai agradecer no fim do semestre, e a paciência de vocês também, rsrs...

A tentação vai ser "duca", mas a fluoxetina tem que me ajudar (assim que eu tiver grana prá comprar!).

Se quiserem só dar uma conferida no lay-out do blog novo, acesse aqui.

Tem também um blog que criei para minha turma de uma disciplina optativa lá da puc, que vai servir de instrumento para nossa avaliação final. Tá em construção, mas se quiserem dar um a olhada, clique aqui.

É isso aí,

Até semana que vem (se eu aguentar!).

Bjo.