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13 de setembro de 2011

Back in black!


Assim, eu tô imaginando ACDC, aquela vozinha estridente e eu pulando descontroladamente no meu colchão, gritando from the top of my lungs: LIIIIIIVREEEEEE!!!


Cara, acabou!!! Acabou o único motivo que me fez ficar EXATOS 5 meses sem postar. 5 meses com lazer restrito e carregado de culpa aos finais de semana. 5 meses de tensão e overeating. 5 meses de procrastinação e abulia. 5 meses de um resguardo seco!

Chega de ser prolixa, vamos ao ponto: Meu trabalho novo me consumiu nos primeiros meses. Resultado: me fodi dei mal na PUC, abandonei as aulas e corri atrás do prejuízo nos 45 do segundo tempo.

Com sorte: um professor muuuuuito legal me aprovou sem eu fazer poha nenhuma, meu projetinho de TCC eu fiz em duas horas e ficou a coisa mais fofa, e dois professores me deixaram entregar um único trabalhinho final (micho mermo) como avaliação. Sobrou uma matéria que eu desiti na caruda, não valia o sacrifício, seria em vão ( a profa é uma velha carcomida e sem sangue nas veias, a peçonhenta).

Resultado: a poha dos dois trabalhinhos viraram lenda na Alinelândia. Não me pergunte por que mas eu simplesmente não consegui fazer antes das férias. Também não consegui fazer durante as férias. Também não consegui fazer depois das férias. Virou tipo um bloqueio pós-traumático.

Daí, prá piorar a situação, o setor de bolsas me ligou pedindo prá eu justificar a zona. Nunca havia pego DP, e olha que tô no último semestre e sempre trabalhei período integral. Mas 3 DPS poderiam pôr me risco a minha bolsa.

Daí, não sei como, a luz se fez. E eu terminei os dois trabalhos nessa semana, tipo numa paulada só.  CA-RA-JO! Daí eu finalmente tomei coragem e entrei na minha grade e, não sei como, os dois professores não me reprovaram. CA-RA-JO! Eles colocaram o status das disciplinas como "aguardando avaliação". CA-RA-JO!

Bom, diante disso, coloquei em ação meu plano tinhoso de dar um migué master na secretaria. O que é muito fácil na PUC SP, convenhamos. AMANHÃ vou entrar com revisão de nota retroativa e esperar, com toda paciência do mundo, como quem espera um rebento abençoado.

Agora eu tô habilitada a retornar às atividades bloguísticas. Ninguém tem ideias do como EU SOFRI com essa privação. TODOS OS MALDITOS DIAS eu tenho ideias prá postar, vem textos inteiros na cabeça, é um inferno astral sem tamanho. Valha-me Deus.

Enfim... canta, ACDC!!!









9 de dezembro de 2010

Réquiem do sexto semestre



Foram bons maus momentos... Picos de bipolaridade, depressão, compulsão. Em vias de mandar tudo pro espaço, eis que veio Dra. Débora me salvar com seus remedinhos mágicos. E cá estou eu, vitoriosa, a olhar para trás e ver o quanto podemos decair em tão pouco tempo.

Este foi definitivamente o pior semestre ever. E por isso mesmo foi o melhor. Porque nele eu desci às profundezas do lamaçal depressivo-bipolar e ascendi aos céus azuis fluoxetino-sibutramínicos. Agora vamo que vamo.

A música perfeita para o defunto sexto semestre: 'Desastre Mental' (fiquei em dúvida entre essa e o 'Rock da Descerebração', ambas de Cajuja). Check it out:



Desastre Mental
Composição: Cazuza / Renato Ladeira


Baby, eu lamento
Mas não tenho tempo

Pra sentir as tuas dores
As minhas eu já não agüento


Minha vista torta
Já não se importa
Não me conte um bando de mentiras
Quando eu for fechar a porta


Aqui ninguém entra
Daqui ninguém sai
Somos sobreviventes
De um desastre mental


Não é que eu não ligue
De correr o perigo
De nunca te achar direito


Eu quero de qualquer jeito
Eu tenho que me salvar
Não vá me convencer que está com medo
Que está tarde ou que está cedo


Aqui ninguém entra
Daqui ninguém sai
Nós somos sobreviventes
De um desastre mental


Prefiro te manter
Ao lado direito do meu peito
Por essa razão

Você não navega
É uma queda de avião
No meu coração
Não vá me provocar no fim da festa, não

Aqui ninguém tá morto
E daqui ninguém sai
Nós somos sobreviventes
De um desastre mental

 
Bem, a partir de amanhã retorno às atividades bloguísticas. Amanhã tem breja com os meninos, espero que não role polenta dessa vez!  E falando nos meus adoráveis camaradas, vou fechar o post com as belas palavras de meu amigo Rodolfo, o qual em breve será agraciado com um blog para ele postar suas reflexões alcoólico-filosóficas:
 
"Sobrevivemos à uma Copa do Mundo mal jogada;
Sobrevivemos à fome no mundo;
Sobrevivemos à morte de Néstor Kirchner (ele não);
Sobrevivemos à invasões de reitoria;
Sobrevivemos ao terror no Rio de Janeiro;
E claro à semana de provas."