17 de dezembro de 2010

Aviso aos navegantes

Eu esperei muito por essas férias da faculdade, justamente para poder postar com mais tranquilidade. Mal chegou a calmaria acadêmica, eis que sou lançada a outras tormentas... Tô malz, deprê, revoltada. Minha aura tá carregada, espessa e hostil.

Quase três anos de... não sei do quê. Tô começando a pensar que foram três anos desperdiçados. Eu fiquei aqui, emburrecendo, sentada o dia inteiro, com a bunda amassada e o ego pisoteado. Chega, definitivamente.

Bom, prá facilitar a sua vida, vou resumir aqui minha nova criaca: tô procurando emprego, secretária bilíngue. E enquanto eu não consigo, vou comendo o pão de cada dia. Um pão rançoso, ingrato e bolorento.

Quinta que vem começam minhas férias, em tese volto dia 26/01 a trabalhar... não sei se volto realmente. Também não queria sair daqui, pero qué puedo hacer? Ou procuro uma empresa menor onde eu possa ser alguém, ou continuo nos bastidores da Brodway chocolística... é o velho dilema de dirigir seu próprio fusquinha ou ir de passageiro na limousine alugada. Já dizia Soninha. Ou  Astrid. Sei lá, alguma apresentadora mtvística que refutou proposta indecente da Globo. (É, eu sei. Sufixo 'ístico' dominando a parada, tô ficando insuportavelmente cliché.)

Em meio a entrevistas e expectativas, muitas lágrimas e murros na parede. E vamo que vamo. E é por isso que eu não sei como vai ficar minha vida bloguística. Por isso, aviso aos navegantes: pode ser que eu escreva amanhã, ou semana que vem, sei lá. Mega desânimo mode on.

Bom, eu sei que já fiquei manjada. Mas não consigo fugir à mania de fechar posts com músicas... Cajuja de nuevo, na veia. Em doses cavalares. Um blues rasgante, como não poderia deixar de ser a trilha de um momento 'sou-a-escória-do-universo':




Down em mim


Cazuza

Composição: Frejat/Cazuza



Eu não sei o que o meu corpo abriga

Nestas noites quentes de verão

E nem me importa que mil raios partam

Qualquer sentido vago de razão

Eu ando tão down

Eu ando tão down



Outra vez vou te cantar, vou te gritar

Te rebocar do bar

E as paredes do meu quarto vão assistir comigo

À versão nova de uma velha história

E quando o sol vier socar minha cara

Com certeza você já foi embora

Eu ando tão down

Eu ando tão down



Outra vez vou te esquecer

Pois nestas horas pega mal sofrer

Da privada eu vou dar com a minha cara

De panaca pintada no espelho

E me lembrar, sorrindo, que o banheiro

É a igreja de todos os bêbados

Eu ando tão down

Eu ando tão down

Eu ando tão down

Down... down

9 de dezembro de 2010

Réquiem do sexto semestre



Foram bons maus momentos... Picos de bipolaridade, depressão, compulsão. Em vias de mandar tudo pro espaço, eis que veio Dra. Débora me salvar com seus remedinhos mágicos. E cá estou eu, vitoriosa, a olhar para trás e ver o quanto podemos decair em tão pouco tempo.

Este foi definitivamente o pior semestre ever. E por isso mesmo foi o melhor. Porque nele eu desci às profundezas do lamaçal depressivo-bipolar e ascendi aos céus azuis fluoxetino-sibutramínicos. Agora vamo que vamo.

A música perfeita para o defunto sexto semestre: 'Desastre Mental' (fiquei em dúvida entre essa e o 'Rock da Descerebração', ambas de Cajuja). Check it out:



Desastre Mental
Composição: Cazuza / Renato Ladeira


Baby, eu lamento
Mas não tenho tempo

Pra sentir as tuas dores
As minhas eu já não agüento


Minha vista torta
Já não se importa
Não me conte um bando de mentiras
Quando eu for fechar a porta


Aqui ninguém entra
Daqui ninguém sai
Somos sobreviventes
De um desastre mental


Não é que eu não ligue
De correr o perigo
De nunca te achar direito


Eu quero de qualquer jeito
Eu tenho que me salvar
Não vá me convencer que está com medo
Que está tarde ou que está cedo


Aqui ninguém entra
Daqui ninguém sai
Nós somos sobreviventes
De um desastre mental


Prefiro te manter
Ao lado direito do meu peito
Por essa razão

Você não navega
É uma queda de avião
No meu coração
Não vá me provocar no fim da festa, não

Aqui ninguém tá morto
E daqui ninguém sai
Nós somos sobreviventes
De um desastre mental

 
Bem, a partir de amanhã retorno às atividades bloguísticas. Amanhã tem breja com os meninos, espero que não role polenta dessa vez!  E falando nos meus adoráveis camaradas, vou fechar o post com as belas palavras de meu amigo Rodolfo, o qual em breve será agraciado com um blog para ele postar suas reflexões alcoólico-filosóficas:
 
"Sobrevivemos à uma Copa do Mundo mal jogada;
Sobrevivemos à fome no mundo;
Sobrevivemos à morte de Néstor Kirchner (ele não);
Sobrevivemos à invasões de reitoria;
Sobrevivemos ao terror no Rio de Janeiro;
E claro à semana de provas."