30 de setembro de 2010

Tarea de español

Sarve, geral!

Mais uma encheção de linguiça, me perdõem. Mas a vida não tá fácil prá essa filha da PUC, que puedo hacer? Então prá não deixar o blog às traças, vou colocar aqui meu trabalhinho de espanhol (que gracinha!).

Olha só, não vale mangar de eu, hein... Tô no segundo estágio ainda, então fiquei catando milho no dicionário, e a probabilidade de erros crassos é estratosférica.

O trabalhinho é o seguinte: apresentação para avaliação oral, tema livre. Escolhi falar da minha família, bem mais fácil do que a biografia do García Marquez (era o que eu queria, mas num ia decorar isso nunca).

Claro que não deu prá incluir a família toda, senão eu teria que falar umas cinco horas seguidas prá dar conta de todo mundo, hehe...

Voilá:

  MI FAMILIA




Abuela: mi abuela se llama Eurídice. Ella tiene sesenta y cinco años y nasció en Maceió. A mi me gusta mucho su nombre, es muy lindo. Ella es una buen abuela, cocina muy bien y es muy cariñosa. Pero también es um poco nerviosa.

Abuelo: mi abuelo se llama Edson. Él tiene la misma edad que mi abuela y nació en São Paulo. Él es muy inteligente y culto. A él le gusta leer, él tiene muchos libros. Él trabajó en la policía por muchos anõs y hoy esta jubilado.

Madre: mi madre se llama Sueli y tiene cuarenta y seis años. Ella trabajó en la policía por diez años. Ella tiene muchos talentos, sabe hacer muchas cosas. Ella sabe coser ropas, haz alfombras de croché, canta muy bien y cocina platos muy sabrosos. Ella es muy sociable y amiga de todos.

Padre: mi padre se llama Dimas y tiene cincuenta y dos años. Él trabajó en la policía ambiental por muchos años y hoy es jubilado. Él vive en Caraguá. Es muy inteligente y escribe muy bien. Hoy él trabaja como profesor de educación ambiental.

Nataly: mis padres tuvieron dos hijas. Nataly y yo. Nataly tiene veinte seis años. Ella estudia Historia en la PUC y es muy inteligente, escribe muy bien. Trabaja en una oficina pero sueña ser profesora.

Yo: me llamo Aline y tengo veinte cuatro años. Estudio Relaciones Internacionales en la PUC y trabajo como recepcionista bilingue. Vivo con mi novio y estamos planeando nuestro casamiento.

Novio: se llama Ewerton, pero las personas de mi familia le llaman de Gamarra. Él tiene veinte cinco años y es engeniero. Es guapo y una persona muy tranquila. A él le gusta mucho fútbol, es un buen jugador. También tiene una linda voz y canta muy bien.

Padrasto: mis padres se divorciaron cuando yo tenia tres años. Ellos se casaron de nuevo con otras personas y tuvieron hijos. Mi madre se casó con Walter. Él es su primo. Walter es muy inteligente y lo amo mucho. Él es como un verdadero padre para mi. Estudió Derecho pero trabaja como contador en Campinas.

Madrasta: mi madrasta se llama Selma. Ella vive en Caraguá con mi padre. Es muy amable y cariñosa. Es una madre y esposa muy dedicada y compañera. Cocina muy bien y la amo mucho.

Murilo: mi madre tuvo dos hijos con Walter: Murilo y Maytê. Murilo es muy inteligente y gracioso. Tiene diecenueve años y estudia Química. Es muy responsable y sociable también, tiene muchos amigos.

Maytê: tiene quince años. A ella le gustam mucho los animales y sueña ser veterinaria. Es obstinada, pero es muy amable y compañera.

Higor: mi padre tuvo dos hijos con Selma: Higor y Diego. Higor tiene diecesiete años y vive en Caraguá. Es muy inteligente y sabe muchas cosas de informatica, planea estudiar algo nesta area.

Diego: tiene quince años, es muy cariñoso, amable y gracioso. También vive en Caraguá. A él le gusta tocar la guitarra y sueña ser engeniero.



23 de setembro de 2010

1964

Tô ficando manjada mesmo... começo a ficar cheia de coisa prá estudar e já vou postando uma poesia do meu baúl. Quero ver quando acabar este estoque poético, viu... Vou ter que começar a postar receita de bolo, que nem nos jornais dos anos de chumbo, hehehe... Credo.

Enfim, segue aí mais uma velharia. Se você tem rinite (a minha tá mega atacada, graças ao gato Otávio), aprecie com moderação, porque tá cheirando a mofo!






1964



Eu hoje vi um catavento
veloz, varrendo o mundo adentro
Eu hoje vi a roda viva
voraz, comendo o mundo afora
(e pás de moinhos ferozes)

Em aforismos, ouvi o mundo e vi
multidões e batalhões ao léo de anos-luz
E eu vi jovens, a juventude que morria
Eu vi a banda e a cavalaria

Eu vi, hoje eu vi
o meu país morrer por brasões
e canhões vetados, e ofensas
imensa tropa verde-hostil

Eu hoje vi um catavento
sagaz e tão sedento de egoísmo
varrendo cada metro, cada milha
semeando o medo e o niilismo
em cada pedaço desse meu Brasil.

2000 / 2001.

20 de setembro de 2010

Piratas do Caribe

TÔ SEM TEMPOOOOOOOO!

Mas não aguento... antes de postar uma encheção de linguiça (lamentável escrever isso sem trema), alguns desabafos em tópicos. Em ordem aleatória, como tudo na minha cabeça!

1)Um dos meus sonhos se realizou: vi o Eduardo Kobra no Faustão. Sempre quis fazer um post sobre ele, porque AMO grafite. Sobretudo de qualidade, e os dele são incomparáveis. O mais legal é que ele sai por aí grafitando pelas ruas de Sampa, dá prá ver a arte dele sem esforço nenhum. Eu babo! Apesar da tentação, não vai dar prá fazer um post decente, então fica prá próxima.

2)Fiquei o fim-de-semana todo terminando uma prova que tenho que entregar hoje. Na verdade o prazo era prá sexta, mas o professor se compadeceu, e estendeu o prazo. Tinha que mandar um e-mail até 12h00, e nem lembrava disso. Resultado: corri feito louca prá responder uma questão sem noção sobre o regime cambial brasileiro (afe...). Queimei os transistos, em mandei o troço às 11h45 (uuuuh...). Agora tenho uma prova mais sem noção ainda depois de amanhã. Você já começou a estudar? Eu não...

3)Ontem fui fazer bolo de banana (achei uma receita de microondas, adoro bolo de microondas. Quer mais praticidade?), e o liquidificador queimou. O bicho soltou fumaça até, ainda bem que ainda tá na garantia. pena que eu já passei da garantia faz tempo, preciso trocar várias peças.

4)Como não vou ter tempo de fazer um post legal por causa da PUC, então vou aproveitar o gancho e postar algo referente a ela mesma... [ironia mode ON] Segue uma resenha "super divertida", tenho certeza que será muito apreciada, vai chover cometário a rodo... [ironia mode off]. Como tudo que faço para a faculdade, fiz correndo e nas coxas. Veja só:


Resenha crítica - "Piratas do Caribe", de tariq Ali




O livro “Piratas do Caribe”, de Tariq Ali, revela as motivações e implicações da grande guinada à esquerda, ou “maré rosada” da América do Sul nos últimos anos. Neste contexto, os presidentes Evo Morales, Rafael Corrêa e Hugo Chávez representam os líderes que optaram por conduzir suas nações contra a maré dotada de tormentas (pelo menos aos países subdesenvolvidos) do Consenso de Washington, propondo navegar por mares políticos alternativos.

O problema desta guinada vanguardista à esquerda é que, segundo o autor, ela incita medo e hostilidade por parte dos seguidores do Consenso de Washington, pois ameaçaria a ordem intocável de suas intituições “quase divinas”.

Segundo Ali, a derrocada do socialismo e o trunfo do capitalismo levaram a uma prostração dos pensadores de esquerda (que antes viam o capitalismo como um câncer, e agora o vêem como uma cura disponível às mazelas humanas). Porém, estes “vira-casacas”, mais do que terem mudado de lado, apóiam e dão corpo ao movimento de “desinformação” promovido pela mídia global, detida por meia dúzia de magnatas que a manipulam em prol da sustentação do regime, suprimindo, inclusive, a verdadeira liberdade de expressão e pensamento.

Para a mídia ocidental, segundo Ali, um Estado é “bom” quando segue o consenso de Washington, independente se respeita ou não os Direitos Humanos. Paradoxalmente, ataca aqueles que procuram desviar-se de tais pilares, mesmo que seja através de meios democráticos.

Para o autor, o golpe de estado contra Chávez, eleito democraticamente em 2002, é um caso emblemático. Um golpe oligárquico e distorcido pela mídia que causou imensa revolta nas massas, que conseguiu restituí-lo ao poder.

Diante dos freqüentes questionamentos sobre a legitimidade do governo como o de Chávez, o autor argumenta que há o apoio massivo da população a Chávez, o que foi provado inúmeras vezes em referendos. Então por que os Estados Unidos temem tanto o seu governo? Segundo o autor, governos como os de Chávez, que rompem com o Consenso de Washington em prol dos menos favorecidos pode colocar em cheque a tranqüilidade dos países capitalistas, do “fim da história”.

Diante deste quadro proposto pelo autor, seria imediata uma reação crítica de um aluno de relações internacionais, cuja rotina de leitura é inundada pelo “mainstream” acadêmico, não por um acaso oriunda dos países fundados nos tais pilares do Consenso de Washington.

Uma primeira crítica, e talvez a mais contundente, seria em relação à legitimidade de governos como os de Chávez, cuja maioria política não necessariamente denotaria a existência de uma real democracia, havendo a possibilidade da existência da “tirania das maiorias” (conceito atribuído a John Stuart Mill em e a Alexis de Tocqueville), um dilema enfrentado por uma democracia quando os interesses de minorias são consistentemente obstaculizados por uma maioria eleitoral.

A estatização da mídia também poderia ser interpretada como uma forma de autoritarismo justamente por suprimir a voz das minorias políticas e supostamente manipular a informação em prol do governo, gerando uma “desinformação às avessas”.

Além disto, a redefinição do conceito de democracia proposto pelos “piratas”, seria uma ameaça à real definição de democracia, cujo sistema de “checks and balances” de Montesquieu permanece intocável para sua legitimidade.

Para compreender “Piratas do Caribe”, é necessário, entretanto, lê-lo com olhos alternativos a este “mainstream”, pois de outro modo, será uma tentativa em vão de compreender a visão política destes “líderes da contramão” e de seus respectivos partidos.

O argumento de Ali em relação à “desinformação” gerada pela mídia burguesa é legitimado pela idéia Gramsciana de que a imprensa cumpre um papel fundamental para dar coesão ao processo de formação da sociedade civil. Segundo Gramsci, a imprensa é controlada pelo capital privado, mas trata de assuntos públicos, o que lhe proporciona um grande poder com a segmentação da burguesia e com a economia burguesa, porque passa a exercer um papel que só é controlado pelo próprio capital, e que não é controlado pelas instituições públicas.

Noam Chomsky observa que a primeira emenda da Constituição dos Estados Unidos diz que o Estado não pode censurar a opinião pública. Mas a primeira emenda nada diz sobre as corporações, porque estas nem existiam na época.

Como resultado, as corporações teriam um grande poder de selecionar os fatos, e divulgá-los de acordo com os interesses corporativos, revestindo-os com a aparência de fatos públicos, quando na verdade são fatos dados de forma privada. Logo, a imprensa toda seria partidária, movida por interesses ideológicos, financeiros, econômicos.

Ali não considera Lula como mais um “pirata”, pois este teria constituído um governo que mascararia sua condescendência ao Consenso de Washington, uma idéia que é corroborada pelo conceito Gramsciano de “Revolução passiva”, a qual implica sempre a presença de dois momentos: o da “restauração” (trata-se sempre de uma reação conservadora à possibilidade de uma transformação efetiva e radical proveniente “de baixo”) e da “renovação” (no qual algumas das demandas populares são satisfeitas “pelo alto”, através de “concessões” das camadas dominantes).

O caso brasileiro, sob esta perspectiva, também poderia ser analisado como um caso de “hegemonia às avessas”, de Francisco Oliveira, segundo o qual a política não passa pelo conflito de classes, desviando-se dele assim que se chega ao poder.

O grande questionamento que o autor suscita é em relação à própria definição dominante da democracia, a democracia liberal. É intrigante pensar que o caso da América do Sul pode estar demonstrando que usar uma definição hegemônica da democracia numa região dotada de especificidades pode ser um contra-senso. De uma perspectiva construtivista, fica o questionamento: será que o conceito liberal de democracia se aplica à América Latina, ou aqui nós temos um conceito próprio, condizente com nossa realidade e anseios?

Ora, a China já provou que para haver capitalismo, a democracia não é necessária, derrubando o argumento desenvolvimentista que sempre vinculou ambos. Ademais, Sabe-se que democracia política não necessariamente provê “democracia econômica”, e tudo indica que é isto que os “piratas” estejam buscando às suas populações.

Provavelmente partem do princípio de que o capitalismo está começando a demonstrar suas falhas, suas contradições. E justamente por isto talvez esta guinada à esquerda não seja fruto do acaso, ou um “desvio coletivo”, mas sim um indicativo de que o capitalismo e seus pilares do Consenso de Washington não são intocáveis e perfeitos. Talvez tenha chegado a hora de expelir uma nova forma de governar, ávida por nascer nos países da América do Sul.














17 de setembro de 2010

Fronteiras

Curta e grossa.

Curta eu sou mesmo, eu com meu um e sessenta (nem sei se chego mesmo a isso). Grossa porque, além de roliça, eu engrosso o caldo mesmo. Aliás, o caldo fica fervendo aqui o tempo todo, não chegue muito perto que é capaz de neguinho levar queimadura de enésimo grau...

Enfim, curta e grossa: eu tô lascada, com um trabalho prá entregar até segunda e uma prova na quarta. Mas tá na hora de fazer post novo, porque já tô me coçando aqui...

Então, prá matar dois coelhos "numa caixa d'água só" (como diria companheiro Lula), vamos a um "post pronto". Vou colocar aqui uma poesia das antigas, bem antiga mesmo. Fiz aos 15 anos (wow, há uma década), no primeiro ou segundo colegial, não lembro.

Foi na feira cultural do colégio, de tema "fronteiras". Deu trabalho prá expôr, porque encasquetei que queria um cartaz com letras recortadas de jornal. Imagina recortar letra por letra, ainda mais que a poesia era relativamente extensa.

Mas deu certo, e no final ganhei além de um A, uma bela estrelinha na testa (lê-se puxa-saquismo da profª de literatura). Voilá:


FRONTEIRAS




Fronteiras de pedra, tijolo, papel
Fronteiras de espaço, de terra, de céu
Fronteiras de homens, mulheres, crianças
De mentes e sonhos, palavras e ânsias.

Fronteiras já prontas, natas, conhecidas
Toleradas,
                quebradas,
                                 derrubadas,
                                                   construídas.


Veneradas ou anônimas
Odiadas ou perdidas


Fronteiras em que se vêem limites invisíveis
demarcados, metrificados, quilometrados
di    vi    di   dos
em pólos de cores, de cheiros,
                                              amores...?
                                              (divididos)


Fronteiras do eu, do tu, do eles
Diferenças iguais e igualdades diferentes
De todo o todo, de todos os tolos
palhaços, juízes, reis e mendigos


Fronteiras que cerram, que cortam, decapitam
Degolam o que se juntou


Fronteiras do eu, do eu, do eu
Eu delimitado, eu esquartejado
Pelo tempo que divide o que nos mata -
e o que nos cria - e o que nos sustenta.


Fronteiras numerais que cativam,
que libertam as próprias fronteiras animais
répteis, aves, símios hominais


Fronteiras universais - entre homem e espaço-
o conhecido e desconhecido, inventado e mentido.


A fronteira das mentiras, da ambição, da maldade
O bem e o mal num globo só
(ou em diversos talvez).


A luz e o sol
A arte e a decadência


Fronteiras globais, interesses mundiais,
                             capitais,
                   sociais,
           liberais,
individuais.


Limites do falar, do escrever no papel
O papel da natureza que faz o dólar- que divide.


As fronteiras de tudo isso.
E tudo isso incluído
tudo num mesmo lugar, ao mesmo tempo,
no mesmo sentimento de não se saber ao certo
quais são as fronteiras
e por que elas estão lá.

14 de setembro de 2010

Documentário exclusivo da melhor banda de todos os tempos!

Atendendo aos pedidos de milhares de fãs, a equipe do Malê contactou a melhor banda de 'roquenrol' de todos os tempos: JURUMANO JUNQUEIRA!


Jurumano Junqueira em seu primeiro álbum acústico

 Das garagens empoeiradas do Jardim Antártica, até os megas shows em Caraguatatuba. Essa é a trajetória de um grupo de amigos que saíram do anonimato e se tornaram a maior banda da história do Rock n´ Roll (depois do Led Zeppelin claro).

Há 15 anos surgia o "Jurumano Junqueira", fusão ente as bandas "The Best of Bostha" (Allan & Gizmo), e a banda "Jurumanus Band Orquest" (Elvis e Odair). Infelizmente divergências entre estilos e gostos musicais levaram o primeiro vocalista da banda a deixar o grupo no final de 2005.

Segundo os integrantes do Jurumano, "inicialmente ele começou com um tapinha de leve no pandeiro, depois partiu para um tamborim, em seguida mergulhou em coisa mais pesada como o cavaco e o reco-reco, até perder-se completamente no Samba. Tentamos um tratamento em uma clínica de reabilitação para ex-pagodeiros, infelizmente ele já se encontrava em estado avançado, estava usando óculos branco e camisa engomada, seus sapatos brilhavam mais que espelhos".

Com a saída dele, a banda perdeu muito em criatividade, uma vez que a maioria das letras era ele que compunha, deixando essa tarefa ao Gizmo e o Ponga. Hoje a banda abandonou completamente as canções próprias, e dedica-se única e exclusivamente a estragar a música dos outros.


E a você, que acompanhou a trajetória meteórica da banda desde o seu primeiro sucesso e não aguentava mais esperar por uma produção cinematográfica à altura do talento de seus integrantes, divulgamos em primeira mão (ou quase isso) o documentário especial em comemoração dos 15 anos de sucesso do Jurumano, produzido COM EXCLUSIVIDADE ao blog Malemolência em série.


E é com muita honra e satisfação que nós, da equipe editorial do Malê, brindamos nossos leitores com esta pérola, esta jóia rara, este diamante lapidado, esta pepita de ouro 18k, este arsenal de talentos inigualáveis.




Este documentário indubitavelmente renderá mais um sucesso de bilheterias da Gizmo Filmes!!!

E para coroar a celebração dos 15 anos da banda, o Jurumano lançou também sua mais nova coleção de bonecos, que já é um fenômeno de vendas no Brasil e no mundo. Os bonecos são articulados, e seu sistema eletrônico embutido permite que eles toquem os maiores sucessos da banda com um simples comando de voz. Mas atenção, os instrumentos são vendidos à parte.




Obs: Boneco "Gizmo" já está esgotado.
---------------------------------------

Matéria:

Redação: Allan Camargo
Edição: Aline Camargo
Vídeo: Gizmo Filmes

Agradecimentos:

Assessoria de imprensa do Jurumano Junqueira
Todos os 3 integrantes da banda
Fã clube oficial do Jurumano
Gizmo Filmes
Santa paciência e criatividade do meu tio Allan


8 de setembro de 2010

Nossa juventude conservadora



Quando se trata da Globo, eu confesso que tenho uma tendência conspiracionista. Não é primeira vez que assisto a uma reportagem do Fantástico com uma sensação incômoda de manipulação e etc. A primeira vez foi quando mostraram um ritual de passagem de uma tribo não sei de onde, na qual os jovens índios tinham que enfiar a mão em uma luva de formigas para se tornarem homens de fato perante a tribo.

O Fantástico retratou o ritual de maneira extremamente tendenciosa, caracterizando-o como desumano e primitivo, deixando a entender que os jovens índios são uns coitados nas mãos da tribo. Prá fechar com chave de ouro, mostraram um indiozinho, uma criança que dizia que não faria o ritual quando crescesse. O mais interessante é que mostraram esta criança como a única criatura sensata da tribo, e talvez a única esperança à irracionalidade primitiva de seus semelhantes. Cara, numa boa. Levi-Strauss deve ter se revirado legal no túmulo com essa.

A segunda vez foi neste domingo, com a reportagem sobre a iniciativa do Ministério da Saúde de disponibilizar camisinhas nas escolas. A reação negativa dos próprios jovens me deixou chocada. Fico pensando se não foi mesmo uma reportagem tendenciosa, até porque somente um ou dois jovens se mostraram a favor, e primeiro mostraram uma grande maioria contra. Fora que fizeram uma enquete ao vivo, na qual somente 54% dos telespectadores se manifestaram a favor.

Manipulada ou não, uma coisa é fato. Nossa juventude está cada vez mais conservadora. Tudo bem que o próprio Fantástico já noticiou isto neste ano. Mas para além de pesquisas e dados estatísticos (manipulados ou não), isto é um fato observável. Se a geração de nossos pais se preocupava com o futuro político de nosso país e de nossas garantias individuais, e sonhavam romper com a ordem para a conquista de seus direitos e realizações de seus sonhos, hoje a nossa juventude não quer romper a ordem, mas se inserir nela.

Nossos jovens não queimam sutiãs e não pintam os rostos para protestar nas ruas, mas planejam suas carreiras e inserção no mercado de trabalho, a compra de seus bens tecnológicos, planejam casar, constituir família, ter um bom emprego estável e morrer de velhice, preferivelmente dormindo.

Não que nossa juventude tenha virado uma massa amorfa e apática. Mas aparentemente, se algo suscitava um caráter transformador e "libertário", este algo não existe mais. Ele deu vazão não só a um conformismo e uma abulia política (o que, segundo alguns analistas políticos, é uma reação natural perante a conquista da democracia estável), mas um retorno a valores conservadores, e isto que é assustador.

É certo que não houve revolução burguesa na América Latina, e que somos impregnados por posturas tradicionalistas. É certo que o capitalismo não se desenvolveu plenamente aqui, e "Saturno nos trópicos" é mais do que uma fadiga depressiva. Os valores liberais não colaram. So sorry, babe...

Daí se explica porque é um aborto legalizar o aborto aqui. E porque a união homossexual nunca é legalizada, e os direitos dos cidadãos GLBT não são respeitados. Daí se explica muita coisa. 

Enquanto Estado laico (apesar dos crucifixos nas paredes dos tribunais), o Governo Federal brasileiro cumpre com seu papel e coloca a saúde pública acima de quaisquer convicções pessoais e religiosas. A atitude do governo foi pautada em dados estatístico sobre gravidez na adolescência e a AIDS.

Eu me lembrei das caras e bocas que surgiram quando o Ministério da Saúde resolveu distribuir camisinha nas ruas em época de carnaval. E tinha aquelas propagandas divertidas, com aquela marchinha dizendo que até Cleópatra encapuzava o boneco.

Na época disseram que era o pandemônio, que ali o sexo chegara à sua banalização extrema. Porém, a questão não é banalizar. O que mexe com as veias tradicionalistas é o fato de que o governo tirou o sexo da caixa preta do tabu religioso e social e o elevou ao nível do cotidiano de nossos adolescentes, o colocou no lugar que o pertence de fato, e de onde jamais deverá sair de novo.

Escola é lugar de distribuir camisinha sim. Finalmente o governo tomou uma atitude condizente com a realidade sexual de nossos jovens, cujo comportamento irá mudar sim com tal atitude. Não fazendo mais sexo, mas fazendo sexo com mais proteção.





3 de setembro de 2010

Vem vermelho




Vermelho não é cor para qualquer um não, brô...

Vermelho é cor da vanguarda. Da coragem e da bravura. Da ousadia e da liderança.

Tá, é senso comum que é a cor da luxúria, da usura, e etc. Então eu concluo que é uma cor inquestionavelmente bipolar, hehehe...

E para aqueles que apreciam esta cor e, assim como eu, não vivem sem ela, segue uma escrivinhação minha de uns anos atrás.

Nada genial, só prá ajudar a passar o tempo.

É sem vírgula mesmo. Porque o "vermelho" em questão é adjetivo, e não substantivo. Estou pedindo para o que quer que seja vir em vermelho, coberto de vermelho.  Veja só:


Vem vermelho

Vem vermelho
Vem carmim
Vem vestido de cetim

Me marcando
Me mordendo
Vem matando
Vem morrendo

Vem vermelho
Em magenta
Vem no fogo que me atenta

Vem chorando
Vem sorrindo
Me chamando
Seduzindo

Vem vermelho
Escarlate
Me consuma e me mate

De desejo e de torpor
Seu prazer é minha dor.

2006.

2 de setembro de 2010

Bota água no feijão, que eu tô voltando!



Senhoras e senhores, trago boas novas...

Depois de uma profunda jornada espiritual, eis que retorno ainda mais ávida e sedenta!

Hoje fui ao psiquiatra, e ganhei uns remedinhos prá depressão e bipolaridade. É, isso aí. BIPOLARIDADE.

Maior legal, entrei num site muito bom sobre o assunto e descobri porque num mesmo segundo eu tenho vontade de metralhar quem cruza meu caminho, adotar um gatinho abandonado e depois me jogar do 13º andar. Legal, né?

Cara, é muito bom descobrir de onde vem este turbilhão. Melhor ainda poder confiar em alguém capacitado prá tratar essas maluquices. Ou não...

Tudo bem que a médica que me atendeu parecia um chuchu de batom, uma velhota mal encarada candidata a "miss antipatia"...  Mas ok, encarei a vovó e vomitei minhas insanidades...

Agora vamos ver se eu consigo me concentrar mais. Ultimamente, o que mais me incomoda é a avalanche de ideias que invade minha cabeça, além da compulsão e da INTENSA irritabilidade (eu ainda vou ser banida da faculdade, tô começando a virar uma ameaça à sociedade).

Pois bem, não resisti ficar sem blogar...

Engraçado, me peguei pensando numa coisa estes dias. Um pensamento meio construtivista: é curioso como cada pessoa atribui a seu blog um significado diferente... e o usa de maneiras diferentes... e como isso tudo muda de acordo com o tema do blog.

Por exemplo, há muitos blogs "casamentícios" por aí, certo? São blogs de mulheres que querem dicas para a organização do casamento, etc. Eu gosto de acompanhar estes blogs prá ficar por dentro das novidades e tal.

Mas eu me irrito muito (nossa, que novidade!), com o jeito que estas meninas blogam. É uma jogação de purpurina que puta que o pariu... Prá você ter seu blog reconhecido, tem que sair rasgando seda a torto e direito. Você tem que usar a mesma linguagem (cara, elas escrevem feito retardadas...). Depois tem aquelas tranqueiras de "selinhos fofos" e bla, bla, bla...

Não me incomodam os selinhos, e muito menos as amizades criadas neste meio, muito pelo contrário. Desde que ambos sejam verdadeiros. Nada como criar laço genuínos, baseados no carinho e respeito... Nada como conhecer pessoas novas, com visões de mundo diferentes. Nada como expandir nosso mundinho interior. E não o nosso ego.

É essa "promiscuidade blogueira" que me faz pensar o que um blog significa prá cada um. E o curioso é que pode significar muita coisa. Prá uns, é um meio de promoção social, prá outros, um porto seguro para desabafar, e outros, um meio para canalizar sua ideias e criatividade.

Bem, prá encerrar o assunto, uma letra do Gabriel o Pensador (me gusta mucho!) do disco "Seja você mesmo, mas não seja sempre o mesmo". Aliás, que disquinho esquerdista, hein, Gabriel... Parece que leu o Manifesto do PC antes de escrever as letras.

Maaaaas, por isso mesmo.... NOTA MIL!!!! Leia com paciência até o final... Principalmente o final, onde ele faz um jogo de palavras genial. Como sempre!!!

Voilá!


BRASA
Gabriel o Pensador

Um poeta já falou, vendo o homem e seu caminho:

"o lar do passarinho é o ar, e não o ninho".

E eu voei... Eu passei um tempo fora, eu passei um tempo longe.

Não importa quanto tempo, não importa onde.

Num lugar mais frio, ou mais quente de repente, onde a gente é esquisita, um lugar diferente.

Outra língua, outra cultura, outra moeda.

É, vida dura mas eu sou duro na queda.

Se me derrubar... eu me levanto, e fui aos trancos e barrancos, trampo atrás de trampo, trabalhando pra pagar a pensão e superar a tensão do pesadelo da imigração.

Clandestino, imigrante, maltrapilho.

Mais um subdesenvolvido que escolheu o exílio, procurando a sua chance de fazer algum dinheiro, no primeiro mundo com saudade do terceiro.

Família, amigos, meus velhos, meu mano - o meu pequeno mundo em segundo plano.

Eu forcei alguns sorrisos e algumas amizades.

Passei um tempo mal, morrendo de saudade.


Eu tô morrendo de saudade, tô morrendo de saudade.


Eu tô morrendo de saudade, tô morrendo de saudade...


Da beleza poluída, da favela iluminada, do tempero da comida, do som da batucada.

Da cultura, da mistura, da estrutura precária.

Da farofa, do pãozinho e da loucura diária.

Do churrasco de domingo, o rateio e o fiado, a criança ali dormindo, o coroa aposentado.

Eu tô morrendo de saudade, tô morrendo de saudade...

Da mulata oferecida, do pagode malfeito, de torcer na arquibancada pro meu time do peito.

A pelada sagrada com a rapaziada, o sorriso desdentado na rodinha de piada.

Da malandragem, da nossa malícia, da batida de limão, da gelada que delícia!


Eu tô morrendo de saudade, tô morrendo de saudade...


Do jornal lá na banca, da notícia pra ler, das garotas dos programas da TV.

Do jeitinho, do improviso, da bagunça geral.

Do calor humano, do fundo de quintal.

Do clima, da rima, da festa feita à toa - típica mania de levar tudo na boa - do contato, do mato, do cheiro e da cor.

E do nosso jeito de fazer amor.
Agora eu sou poeta, vendo o homem a caminhar:

o lar do passarinho é o ninho, e não o ar.

E eu voltei. E eu passei um tempo bem, depois do meu retorno.

Eu e minha gente, coração mais quente, refeição no forno.

Água no feijão, tô na área, bichinho.

Se me derrubar... eu não tô mais sozinho.

Tô de volta sim senhor.

Sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor.

Mas o amor é cego.

Devo admitir, devo e não nego, que aos poucos fui caindo na real, vendo como o Brasa tava em brasa, tava mal.

Vendo a minha terra assim em guerra, o meu país... não dá, não dá pra ser feliz.

E bate uma revolta, e bate uma deprê.

E bate a frustração, e bate o coração pra não morrer.

Mas bate assim cabreiro.

Bate no escuro, sem esperança no futuro, bate o desespero.

Bate inseguro, no terceiro mundo, se for, com saudade do primeiro.

Os velhos, os filhos, os manos - ninguém aqui em casa tem direito a fazer planos.

Eu forcei alguns sorrisos e lágrimas risonhas.

Passei um tempo mal, morrendo de vergonha.

Eu tô morrendo de vergonha, tô morrendo de vergonha.


Eu tô morrendo de vergonha, tô morrendo de vergonha...

Da beleza poluída, da favela iluminada, da falta de comida pra quem não tem nada.

Da postura, da usura, da tortura diária.

Da cela especial, da estrutura carcerária.

A chacina de domingo, o rateio e o fiado, a criança ali pedindo, o coroa acorrentado.


Eu tô morrendo de vergonha, tô morrendo de vergonha...


Da mulata oferecida, do pagode malfeito.

Morrer na arquibancada pro meu time do peito.

O salário suado que não serve pra nada, o sorriso desdentado na rodinha de piada.

Da malandragem, da nossa milícia, da batida da PM, porrada da polícia.


Eu tô morrendo de vergonha, tô morrendo de vergonha...


Do jornal lá na banca, da notícia pra ler, das garotas de programa dos programas da TV.

Do jeitinho, do improviso, da bagunça geral, do sorriso mentiroso na campanha eleitoral.

Do clima de festa, da festa feita à toa - ridícula mania de levar tudo na boa - do contato, do mato, do cheiro da carniça.

E do nosso, jeito de fazer justiça.


Mas eu vou ficar no Brasa porque o Brasa é minha casa, casa do meu coração.

Mas eu vou ficar no Brasa porque o Brasa é minha casa e a minha casa só precisa de uma boa arrumação.

Muita água e sabão.

Ensaboa, meu irmão.

Não se suja não.

Indignação.

Manifestação.

Mais informação.

Conscientização.

Comunicação.

Com toda razão.

Participação.

No voto e na pressão.

Reivindicação.

Reformulação.

Água e sabão na nossa nação.

Água e sabão, tá na nossa mão.

Tô morrendo de paixão, tô morrendo de paixão...