24 de agosto de 2010

Dando um tempo


Não, não estou desistindo de mais um projeto... pelo contrário. Tenho que dar um tempo nas bloguices prá me concentrar nos estudos. Ô, vida...

O fato é que estou vendo uma pequena pilha de textos atrasados crescer a cada dia. E os fins-de-semana estão cada vez mais curtos. Não consigo mais estudar aos domingos.

Então... vou tentar usar as janelas do trampo. E eu sei que se eu me propuser a blogar só um pouquinho por dia, vai dar caca. Uma mente inquieta não tem limites.

E prá fechar, o refrão da música do Vandré que rendeu sua morte. Credo, até parece que eu tô postando o réquiem do blog. Mas ele não está morrendo, eu garanto. Só estamos dando um tempo em nossa relação.

Eu me lembro que, no CEPAV (acho que eu estava no primeiro ano), havia muitos anos que não faziam grêmio no colégio. Até que uma turma esquerdista e descolada do terceiro ano resolveu montar uma chapa. Chamava-se "Quem sabe faz a hora". Quer nome mais "comunista"?

Fizeram o maior rebuliço no colégio. Suscitaram as veias políticas até dos mais apáticos. A participação na votação foi massiva. E, depois da vitória da chapa mais quente do CEPAV, o esperado marasmo voltou a reinar.

Os caras não fizeram nada pelo colégio, o que fez a massa apelidar o novo grêmio de "Quem sabe vai embora". Mas calma, eu não quero ter o mesmo destino. O blog nasceu prá ficar. Mesmo que na memória daqueles que infortunei com umas dúzias de e-mails.

"Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer".

Abraço.


20 de agosto de 2010

Triple top 5 - Cazuza



Há, vou me divertir escrevendo esse post....

Então, todo mundo sabe que minha irmã e eu somos "Cazuzamaniacs". Na época do colégio era muito engraçado. Quando eu conhecia gente da minha idade que dizia gostar de Cazuza, tinha uma síncope, achava o máximo. Mas logo vinha a decepção. Eu ficava falando das letras que amava, e ninguém conhecia... maior tristeza.

Tudo bem que as letras mais conhecidas são bem legais. Mas tem muitas desconhecidas que são maravilhosas. E também tenho que admitir que ele tem umas letras horrorosas, fala sério... Por esses motivos, resolvi fazer um "triple top 5" das letras do Cajú: as 5 piores e, as 5 melhores mais ou menos conhecidas e as 5 melhores ilustres desconhecidas. Das boas daria prá falar de muitas, foi difícil escolher.

A ordem aqui é da minha preferência. Portanto, absolutamente contestável.

Clique nos títulos para conferir letras e vídeos.

Simbora.


As 5 piores

Começando com as piores, o que é mais divertido, hehehe.


Ah, cara... tosqueira total. Olha só:

"Meus olhos são bem grandes pra te secar

Minha boca é um bueiro que vai te sugar
E a minha narigona
Te cheira bonitona
Sou o lobo mau que veio da Ucrânia"

Tsc, dá um tempo.

2)Garota de Bauru

Ela não é um sanduíche, e prá não ser medíocre, tem que ser diferente de uma pizza... Palavras dele! Afff...


Amar é abanar o rabo, lamber e dar a pata. Ok, metáfora legal. Mas o resto da música não ajuda.


Será que ele fez pro Didi Mocó?


É um rock tipo... nada a ver com nada. De um modo geral.


As 5 melhores - mais ou menos conhecidas

Agora sim, letras legais!


"Na moda da nova idade média / na mídia da novidade média". Cara, me arrepio toda!


"Subproduto de rock: será um tipo de nhoque?" E não é que ficou muito bom?


Cara, dá prá viajar com essa música. Prá brazuca que já esteve em Manhatan, então... Desculpe, Manhatã.
"Não sou mais paraíba / sou south american / aqui em Manhatã".


4)Down em mim

Blues rasgaaante! Mais ou menos conhecida com a regravação de Leo Jaime. 
"O banheiro é a igreja de todos os bêbados". Demais!

5)Por que que a gente é assim?

"Mais uma dose
é claro que eu tô afim
a noite nunca tem fim, baby
por que que a gente é assim?"

O Gabriel Pensador fez uma letra de mesmo nome, sobre alcolismo, e pôs este refrão do Cazuza interpretado pelo Frejat.


As 5 melhores - ilustres desconhecidas


Minha preferida! Adoro as metáforas e o arranjo... combinou tudo, perfeitamente. Me dá uma nostalgia daquelas.... me lembra o tempo de colégio, perfume Rosali e estrelinha do PT na camiseta do uniforme.


Maravilhosa! Arranjo perfeito, viajo no tempo... Minha segunda preferida.


Acho muito criativa... coisa que ninguém pensa: dar flores é dar morte. Você mata as bichinhas prá dar prá alguém. Mas é por amor!


4)Menina mimada

Muito legal e divertida. Tudo o que eu queria dizer a um bando de meninas mimadas que já cruzaram o meu caminho!


Forte, muito forte. E quem nunca se sentiu assim depois de um chute? E o mais legal, é que depois agradecemos por ele...

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É isso aí.

Queria poder ver outras Top 5, mas é difícil achar quem goste!

19 de agosto de 2010

Gorila Magro - episódio zero

Eu realmente não sei o que o Fábio tá fazendo num curso de Relações Internacionais. O fato é que nem ele sabe. Mas enfim, a merda já está feita, Inês já é morta, então só nos resta curtir a paisagem nas viagens dele...

Depois de  três anos insistindo numa área nada a ver com sua genialidade cinematográfica, eis que Fábio surge com sua primeira produção amadora. E eu gostaria de compartilhar com vocês o episódio zero de seu mais novo canal no Youtube - o Gorila Magro

Enjoy! (ou não):




Eu ri muito! E ainda acho que a Rosita merece um Oscar de melhor coadjuvante!

18 de agosto de 2010

Almeida Júnior + Pinacoteca + TDA

Eu prometi a mim mesma que iria postar uma vez por semana, mas tá difícil. A minha ansiedade tá no seu ápice, e minha cabeça um verdadeiro inferno astral.

Eu não tô suportando nem ouvir a voz das pessoas, dá vontade de sair socando todo mundo. É praticamente uma TPM constante...

Hoje estou mais tranquila... tanto que consegui começar (pela milésima vez) a dieta. Esse impulso inicial eu tô tentando ter há meses. Mais tarde vou ver o preço do anseolítico que a endócrino receitou, e no mês que vem tem psiquatra prá ver esse lance de TDA + compulsão alimentar. Provavelmente vou entrar na sibutramina de novo, vamos ver...

Tive que tomar uma decisão drástica prá não me ferrar na facul lá pro fim do semestre. Nesta semana não vou prá aula. Vou prá casa ler os textos que já estão atrasados. É o único jeito de voltar à vibe dos estudos... eu me conheço. E sei que prá me domar, só com pulso firme. E depois de 15 dias enrolando, tomei a decisão.

Bem, entrando logo no assunto do Almeida Júnior... Eu tava lembrando ontem dos saudosos tempos do colégio, onde minha irmã e eu nos divertíamos aos fins-de-semana em museus e teatros. O museu que eu mais gostava era a Pinacoteca. Talvez por ser o primeiro que conheci de fato. E de ser fácil de chegar, rsrs.


Pinacoteca - visão do Parque da Luz.


Tem também uma história muito louca com esse lugar. Na adolescência, eu gostava de desenhar, e sempre gostei muito da pintura realista. Até hoje eu ainda acho a vertente mais legal. Até porque foi o realismo que originou as técnicas de pintura ocidental.

Bom, eu lembro que uma vez, na Praia Grande, tinha um calendário com pinturas lá no apartamento da minha tia, com telas brasileiras. E não sei em qual mês tinha uma tela do Almeida Júnior, chamada Saudade.



Saudade, 1899.

Eu lembro que achei o quadro incrível. Tem uma lágrima que escorre do rosto da moça que parece de verdade... A iluminação do ambiente é tão perfeita, que dá de mil em qualquer filme 3D. É como se estivéssemos sentados em um banquinho dentro deste casebre, olhando prá ela, participando do momento triste. Nas mãos, ela segura um passaporte, o que nos deixa pensando qual o enredo de sua história. Qual trama a fez separar-se de alguém que ama...

Enfim, eu me apaixonei pelo Almeida Júnior. E foi na Pinacoteca que eu pude ver de perto (e tantas vezes) essa tela. E em todas as vezes me emocionava. A tela é imensa, deve ter uns 1,80 de altura. Demais!

O mais legal do Almeida Júnior é que, ao contrário do "mainstream" do realismo adacemicista, que retratava exclusivamente as elites, ele inovou ao retratar cenas do cotidiano do caipira brasileiro. Lembrando que ele mesmo nasceu no interior de São Paulo, na cidade de Itu.

Caipira Picando Fumo, 1893.

O Violeiro, 1899.
Auro-retrato, 1878.

É impressionante... parece foto mesmo. Numa boa, eu entendo que o pós-modernismo, por exemplo, tem uma proposta imensa por trás das telas... mas eu fico olhando uns "rabiscos" pós-modernistas e fico pensando: "será que alguém, hoje em dia, ainda é capaz de pintar como os caras do realismo?"

Para mais informações, acesse:



17 de agosto de 2010

Mais um blog!

A minha cabeça não pára mesmo de ser invadida por uma avalanche de ideias... fiz mais um blog, desta vez para o meu casamento. Este será reservado só prá isso mesmo, prá trocar ideias com as meninotas empolgadas como eu quando o assunto é casar.

Fiquem tranquilos que eu não vou encher vocês com e-mails deste blog. Aliás, hoje estou pensando em como eu vou fazer prá me desligar dessas mini-obsessões, pois preciso começar bem o semestre... e não tô estudando nada!

Por isso, tô pensando em me segurar e começar a postar só uma vez por semana. Meu boletim vai agradecer no fim do semestre, e a paciência de vocês também, rsrs...

A tentação vai ser "duca", mas a fluoxetina tem que me ajudar (assim que eu tiver grana prá comprar!).

Se quiserem só dar uma conferida no lay-out do blog novo, acesse aqui.

Tem também um blog que criei para minha turma de uma disciplina optativa lá da puc, que vai servir de instrumento para nossa avaliação final. Tá em construção, mas se quiserem dar um a olhada, clique aqui.

É isso aí,

Até semana que vem (se eu aguentar!).

Bjo.


16 de agosto de 2010

Carne de panela com legumes

Os últimos dois fins-de-semana foram bem corridos, por isso eu e Gam acabamos comendo fora. Daí ontem eu estava com uma vontade danada de comer uma comidinha caseira bem simples e gostosa. Tinha uns legumes em casa e uma carne que já havia comprado prá fazer na panela de pressão.

Procurei na net algumas receitas, mas não achei nenhuma do meu gosto. Juntei algumas e montei a minha própria.. Ficou fácil e uma delícia! Vou deixar aqui proceis.

Carne de panela com legumes

Ingredientes

1/2 kg de coxão duro ou acém
1 cebola picada
1 batata
1 chuchu
1 cenoura
1 abobrinha
1 caldo de legumes
1 caldo de carne
Tempero baiano e páprica picante a gosto
Sal a gosto

Modo de preparo

Corte a carne em cubos (eu tiro toda a gordura, num gosto). Na panela de pressão destampada, coloque uma colher de sopa de óleo, e ponha a carne para dourar, sem ficar virando toda hora. Deixe a carne soltar todo seu caldo, até secar. Não coloque nenhum tempero, para não endurecê-la.

Quando estiver bem corada, adicione a cebola picada e deixe dourar. Depois adicione água suficiente para cobrir a carne. Ainda não coloque nenhum tempero. Tampe a panela e deixe na pressão por 15 minutos.

Depois de sair a pressão, adicione a batata e cenoura por cima da carne, e depois cubra com a abobrinha e o chuchu - tudo cortado em cubinhos. Adicione mais água somente se achar necessário.

Deixe na pressão por 5 minutos. Tire a tampa, adicione os caldos, sal e temperos a gosto. Deixe apurar mais um pouco, e desligue quando os legumes estiverem bem macios e o caldo bem espesso.

É isso aí.







12 de agosto de 2010

TDA - Transtorno de Déficit de Atenção


Cara, eu nem sei como vou fazer prá escrever sucintamente sobre isso. Mas prometo ser o mais breve e menos mala possível.

Aos 18 anos, eu descobri que tenho TDA - transtorno de déficit de atenção (conhecido também por DDA - distúrbio de déficit de atenção). Na verdade, este é um termo genérico, pois comporta alguns subtipos de distúrbios, alguns associados à hiperatividade, depressão, etc.

O subtipo mais conhecido é o TDAH (transtorno de déficit de atenção com hiperatividade). É mais fácil de diagnosticar porque é bem perceptível logo na infância. São aquelas crianças hiperativas e com dificuldade de concentração.

O meu subtipo é o TDA sem hiperatividade. Geralmente acomete meninas (o contrário do TDAH, cuja maioria dos portadores é do sexo masculino). Vou tentar resumir aqui os sintomas:


Infância

- na escola, são crianças quietas, tímidas e com dificuldades de socialização;
- apresentam inteligência aguçada, porém têm problemas de rendimento por dificuldade de concentração;
- não concentram-se com facilidade nas aulas, às vezes não ouve o que o professor diz, perde-se em seus pensamentos;
- têm dificuldades com algumas matérias específicas, principalmente as de exatas;
- podem não querer ir à escola por se acharem incapazes;
- baixa auto-estima, sentem-se inferior aos colegas;
- têm dificuldade de organizar trabalhos escolares;
- frequentemente perdem materiais escolares, livros, etc;
- esquecem de fazer deveres.

Idade adulta

- alterações de humor, alta irritabilidade
- sentimentos intensos
- esquecimento de compromissos
- constante perda de objetos
- procrastinação
- dificuldade em ser pontual
- perdem-se em lugares conhecidos
- começam vários projetos ao mesmo tempo, não terminam nenhum
- dificuldade em concentrar-se em atividades que os desagradam, ou que os pressionam
- superconcentração em atividades que os agradam
- compulsividade, que pode traduzir-se em compulsão alimentar, vícios, etc.
- depressão
- dificuldades em manter-se em um mesmo emprego
- dificuldades em manter relacionamento estável
- insegurança, que traduz-se em ciúme excessivo
- muitas ideias ao mesmo tempo, que tornam-se obssessões


Para muitas pessoas, é difícil acreditar que eu tenha tudo isso. Até porque hoje em dia, muitos me conhecem por características opostas às descritas acima. Mas o que ocorre é que eu consegui domar muitas delas.

TDA tem tratamento e, para além de remédios, o trabalho do psicólogo está mais relacionado a oferecer ao paciente métodos simples para lidar consigo mesmo. Um exemplo banal é a adoção de agendas para organizar suas atividades, entre outros.

Como eu descobri meu TDA?

Aos 18 anos, eu trabalhava numa livraria. Todo mundo acha que deva ser um trabalho super legal, que os funcionários passam o dia lendo, etc. Mas não é nem um pouco. Porque eu trabalhava como uma camela, e só podia ler a quarta capa dos livros, para ter uma noção do que se tratavam.

Ou seja, nesta época, conheci muitos títulos, mas não aprofundei nenhuma leitura. Estou contando isso porque num belo de um dia chegou um livro que estava estourando em vendas nas grandes livrarias, o "Mentes Inquietas" (de Ana Beatriz Silva). Eu ainda não conhecia o livro, o gerente da loja que o pegou para folhear, e logo me chamou, surpreso, pedindo para lê-lo porque o livro simplesmente me descrevia por completo.


O culpado da minha grande descoberta, rs.

Eu li o livro sim, mas fiquei muito assustada, e de imediato neguei que eu pudesse ter o distúrbio. Mas os testes do livro davam positivo sempre, então resolvi tirar essa história a limpo. Nós tínhamos uma cliente psicóloga (um amor de pessoa), cujo consultório era praticamente ao lado da livraria. Eu comentei sobre o acontecido com ela, e ela se propôs a conversar comigo.  

Bem, fui lá... respondi várias perguntas, falei da minha vida e da minha infância. Ela disse que não precisaria de muito mais para ter certeza da minha TDA.

A trajetória do meu TDA

Na infância, eu tinha dificuldade em me concentrar nas aulas. Me achava incapaz prá tudo, inferior a todos. Eu cheguei a mentir para os meus avós uma vez que minha professora mandou fazer uma atividade que não ouvi ela explicar, e não entendi necas. Era prá levar no dia seguinte, então disse que eu não teria aula. Minha vó descobriu, hehe. Nunca mais menti por medo da reação deles, mas o pavor de encarar estas situações continuou por alguns anos.

Não me socializava, ficava sempre de canto, tinha sempre uma ou duas amigas, no máximo. Perdia meus materiais, livros, cadernos... com muita frequência, e isso me prejudicava. Minha avó dizia sempre que eu vivia no "mundo da lua", e isso começou a encher tanto a paciência dela que ela resolveu comprar prá mim um remédio para memória, chamado "cerebrex". O problema é que eu esquecia de tomar o bicho, e vi algumas caixas do remédio passarem da validade, hehehe.

A adolescência foi um martírio. Já é um período complicado para qualquer ser humano. Para um TDA então... Tive depressão, muitas crises existenciais, auto-estima zero... Comecei a namorar aos 16 anos. Coitado do cara, foi um relacionamento completamente doentio. A insegurança e o ciúme doentio me dominava. Eu cheguei a procurar o MADA para tentar resolver o meu problema. Pensei também em fazer terapia, mas meu ex achou um absurdo... 

Algumas compulsões e vícios se originaram nesta fase. A compulsão alimentar (com quem brigo até hoje) e compulsão por comprar (hoje é item riscado de minha lista, felizmente). Quando comecei a trabalhar, também foi outro problema: não conseguia chegar no horário, postergava tudo o que não gostava de fazer, e minha chefe era tão insana, que eu não conseguia escutar o que ela falava. Só via a boca se mexendo, o pavor era tão grande, que nem as ordens dela eu entendia, me dispersava muito.

Foi justamente neste período que "descobri" a TDA. E foi o que me tirou do limbo e me deu impulso prá começar a mirar o céu, e não mais o chão.

Como eu aprendi a "domar" meu TDA?

O primeiro passo foi a aceitação, o que foi bem trabalhoso. Aceitar-me torta como sou e gostar de mim mesma foi fundamental para seguir adiante. O que ajuda muito é pensar que a TDA tem tratamento (apesar de não ter "cura", já que não é uma doença propriamente dita).

Além disso, descobri que a TDA tem também seu lado bom. Nós temos atributos que acabam nos beneficiando. Quando gostamos de uma atividade, nos superconcentramos e a desenvolvemos com um afinco incomparável. Fora que são pessoas com muita criatividade e talentos dos mais variados. E são sempre destacadas por estes talentos.

Isso me ajudou a identificar minhas qualidades. E, consequentemente, me deu mais segurança e auto-estima. Agora sei que esse meu jeitão torto tem suas qualidades, as quais eu posso oferecer a qualquer área da minha vida: em casa, no trabalho, nos estudos...

Posteriormente, alguns fatores exógenos me ajudaram a transformar defeitos em qualidades. Foram situações que me pressionaram a mudar minhas atitudes, pois de outro modo eu teria custos altos para arcar. A exemplo, fui morar sozinha, e como precisava garantir meu aluguel, tive que encarar o emprego casca grossa que eu tinha, pois pagava muito bem e me garantia nas despesas.

O problema é que minha chefe lá era uma verdadeira Miranda Priestly ("O diabo veste Prada"). Se você assistiu o filme, sabe do que estou falando. Além disso, o escritório era na Berrini (o c* do mundo). Mas eu não podia desistir. Me enchi de coragem e matei esse leão. Não podia nem sonhar em chegar atrasada. Qualquer falha minha resultaria em demissão, na certa.

Maryl Streep como Miranda Priestly, em O Diabo veste Prada

Resultado: aprendi a ser pontual, a me concentrar mais e me organizar. De maneira tão intensa, que peguei várias manias de secretária. Felizmente! Hoje, não vivo sem agenda, e tenho prazer de organizar a minha rotina.

Quanto aos outros problemas, a resolução para quase todos eles se chama Ewerton, ou Gamarra. Com ele eu me dei conta que o que eu mais preciso é de um companheiro diferente de mim. E ele é meu oposto ao extremo. Uma pessoa absolutamente calma e centrada. Com ajuda dele eu domei os meus monstrinhos, pois eu não queria perdê-lo como eu perdi meu ex.

Este blog nada mais é do que uma expressão do meu TDA. Minha cabeça é inundada de ideias e projetos o tempo todo, que me dominam de um jeito que mal me deixam dormir. Eu preciso expelí-las um pouco prá me sentir mais aliviada...

Nossa, tem muita coisa que eu poderia ainda escrever. Mas eu prometi não ser mala, e acabei sendo mega master mala, então fico por aqui. Agora pelo menos dá prá sacar a piadinha da primeira imagem deste post, hehehe...

Se você quer mais informações (e mais confiáveis do que as minhas) acesse:













11 de agosto de 2010

Tatuagem: polêmicas, mitos e estigmas

Tatuagem. Ô assunto polêmico da preula...

Ok, hoje o conceito acerca da tatuagem mudou bastante, a prática de tatuar-se está sendo mais amplamente aceita e concebida mais como uma manifestação artística, etc. Mas o pré-conceito ainda ronda os tatuados, e manifesta-se por razões diversas, de credos a tabus sociais.

Enfim, eu não pretendo aqui rebater todas as críticas do mundo em relação à tatuagem. Mas existem alguns argumentos que me irritam um pouco, eu confesso. Bom, cada cabeça, uma sentença. Mas eu não poderia deixar de resgistrar meus pitacos a respeito:

Argumento 1: "Tatuagem impede uma boa oportunidade de emprego"

Infelizmente, tatuagem e mercado de trabalho ainda são mutuamente excludentes. Graças ao santo coorporativismo, se não seguimos os padrões pré-estabelecidos pela sociedade, não conseguimos nos inserir plenamente nela.

Apesar de muitas grandes empresas atualmente estarem mudando o conceito de um  "visual aceitável", tolerando o que eles chamam de "diversidade cultural", a tatuagem feita em locais expostos do corpo ainda não têm ampla aceitação.

Portanto, a não ser que o tatuado trabalhe em um ramo no qual não haja esta discriminação, o sol ainda não brilha para todos no quesito liberdade de expressão.

Mas o que eu quero rebater aqui é que, se você quer fazer uma tatuagem e tem medo de ser recusado em uma boa empresa por conta dela, não há mais razões a temer, contanto que você a faça em um local discreto, mesmo que ela seja enorme.

Oras, uma tatuagem na testa não há como esconder. Mas nas costas, ombros, panturrilhas, tornozelo, pescoço, etc, dá! Enfim, há uma infinidade de opções que não irão lhe prejudicar. Ademais, o fato de você ter uma tatuagem em um local escondido não se consiste em uma ameaça à seu emprego. Até porque empresa nenhum faz você tirar a roupa para checar isso. Há este respeito da individualidade, felizmente.

Assim você realiza seu desejo sem se prejudicar. Fora que você pode escolher onde e como mostrar sua tatuagem, dependendo da roupa que você escolha. A minha é nas costas, e quando quero mostrá-la, basta vetir uma frente-única. De outro modo, ninguém sabe que eu a tenho.


Minha tattoo, riscada pela primeira vez.

Argumento 2: "Depois, quando você ficar velho, vai ficar ridículo com tatuagem"

Prá você ver uma tatuagem no corpo de alguém, este alguém deve vestir uma roupa que possibilite isso. Bem, em uma certa idade não dá mais prá vestir minissaia e frente-única.

Além disso, mesmo que se veja, eu não acho ridículo não. A tatuagem marca um período de nossa vida que, como qualquer acontecimento, passa. Quando você vê um velhinho tatuado, você está vendo ali uma memória materializada. Uma marca temporal. Um pedacinho da história de vida dessa pessoa. A isto devemos ter respeito e admiração, e não desprezo.

E só para finalizar, eu acho o máximo velhinho tatuado, maior style. Fala sério, eu é que não quero ser aquelas velhinhas caretas que crochetam o dia inteiro sentadas numa cadeira de balanço com um cobertor em cima das pernas...

Argumento 3: "Tatuagem é uma agressão ao corpo"

Isso é ideia de quem nunca se deu ao trabalho de pesquisar como funciona o processo de tatuar. As pessoas acham que é uma carnificina só, que o corpo jorra sangue. Valha-me, Deus!

Sabe quando você rala a pele e cria uma casquinha? É isso que acontece... a diferença é que embaixo da casquinha fica uma camada de tinta, que não agride a pele. A casquinha sai, e a tinta fica lá. Explicando melhor:

Quando olhamos uma tatuagem, vemos a tinta através da epiderme, ou a camada externa da pele. Na verdade, a tinta está na derme, que é a segunda camada da pele. As células da derme são muito mais estáveis do que as da epiderme, por isso a tinta de tatuar permanece no lugar, com dispersão e descoramento mínimos durante a vida toda.



Anatomia da pele. Fonte: How Stuff Works

Ou seja, a tinta que fica na derme não causa absolutamente nenhum mal. Só que prá entrar esta tinta aí, é necessário furar a pele. As máquinas que fazem isso na verdade fazem microfuros na epiderme. Pode sair um pouco de sangue sim, mas nada que lhe cause mal. É um machucadinho induzido.

O mais legal é que é um machucado bem superficial. Então em poucos dias cicatriza, a for você sente só na hora. É como fazer um furo na orelha...

Se você acha isso uma agressão, então seja coerente com seus princípios e não faça furos na orelha, não tire as sombrancelhas, nas se depile, não faça cirurgia plástica e nada mais que venha a lhe causar dor em nome do que você acredita que é belo.

Argumento 4: "Deus não gosta de tatuagem"

Encontramos este argumento embutido na fala de pessoas de credos diversos. Independente quais sejam, eu gostaria de manifestar a minha opinião pessoal a respeito.

O ato de tatuar não causa danos nem físicos e nem morais a você mesmo e a ninguém mais. Pra quem costuma dizer que "Deus te deu o corpo para você cuidar dele, e não destruí-lo", deixo a seguinte reflexão:  em primeiro lugar, tatuagem não faz mal, como disse acima. Cigarro, má alimentação, sedentarismo e promiscuidade podem destruir seu corpo, seu "templo sagrado", gradativamente. Mas tatuagem não.

Ademais, eu acredito que Deus não seja tão simplista e superficial a ponto de lhe julgar pela sua tatuagem. Acho que Deus "não gosta" de suas falhas morais, das coisas ruins que habitam sua cabeça e seu coração. O que não dá prá ser ver com os olhos, como vemos as tatuagens.

Argumento 5: "Tatuagem prejudica o perispírito"

Esse é um argumento "pseudo-espírita". A estas pessoas, eu peço que vão ler Kardec antes de sair pregando estas maluquices como se fossem verdades.

Em primeiro lugar, não há absolutamente NADA nas codificação de Kardec a respeito de tatuagens. O que existem por aí são relatos e opiniões de médiuns e espíritos que nem sabemos se são confiáveis. Lembremos que Kardec utilizou o CUEE (controle universal dos ensinos dos espíritos). Um método empírico e racional que nenhum médium no Brasil (e em lugar nenhum) usa. Uma pena...

Tais opiniões baseiam-se na ideia de que qualquer alteração física fica registrada no perispírito. Ou seja, você que tem um furo na orelha, quando desencarnar, seu perispírtio também terá tal furo. Então você é culpado por tamanha deformidade...

Só de digitar essa maluquice já me dá nos nervos. Mas enfim, vamos usar um pouco de coerência. O que diz o LE (Livro dos Espíritos) a respeito do perispírito?


93 O Espírito, propriamente dito, não tem nenhuma cobertura, ou como pretendem alguns, é envolvido por alguma substância?


– O Espírito é envolvido por uma substância vaporosa para vós, mas ainda bem grosseira para nós; é suficientemente vaporosa para poder se elevar na atmosfera e se transportar para onde quiser.

☼ Assim como nas sementes o germe do fruto é envolvido pelo perisperma2, do mesmo modo o Espírito, propriamente dito, é revestido de um envoltório que, por comparação, pode-se chamar perispírito.

94 De onde o Espírito tira seu envoltório semimaterial?

– Do fluido universal de cada globo. É por isso que não é igual em todos os mundos. Ao passar de um mundo a outro, o Espírito muda de envoltório, como trocais de roupa.

94 a Assim, quando os Espíritos que habitam os mundos superiores vêm até nós, revestem-se de um perispírito mais grosseiro?

– É preciso que se revistam de vossa matéria, como já dissemos.

95 O envoltório semimaterial do Espírito tem formas determinadas e pode ser perceptível?

– Sim, tem a forma que lhe convém. É assim que se apresenta, algumas vezes, nos sonhos, ou quando estais acordados, podendo tomar uma forma visível e até mesmo palpável.

Fonte: Portal do Espírito

É só isso que diz o LE. Na minha opinião pessoal, o que fica registrado no perispírito é a bagagem moral do espírito. Uma alteração física só marcaria o perispírito se esta alteração resgistrasse uma alteração moral. Mas isto é achismo meu, portanto, não chame isto de Espiritismo.

É isso aí tudo o que penso.

E você, já escolheu seu desenho para tatuar?

10 de agosto de 2010

Paralisia do sono

Você acorda, olha para os lados e seu quarto está lá, do jeitinho que estava quando você pegou no sono. Os livros na estante, o casaco pendurado onde você deixou, o gato dormindo aos pés da cama. Mas você tenta se mexer e não consegue. Você está acordado e consciente, mas seu corpo não responde. Você tenta de todas as maneiras, mas não consegue mover um dedo.

Pode ser que neste momento, algumas sensações lhe acompanhem. Você sente uma pressão em cima de você, como se uma pessoa estivesse lhe sufocando. Sente passos sobre o colchão, e pode até ouvir vozes no ouvido. Você se sente acuado, e não consegue acordar.

Em uma outra situação, você consegue levantar. Anda pelo quarto, mexe nas suas coisas, mas algo lhe diz que seu corpo ainda está lá deitado na cama. Você então tenta acender a luz, aciona o interruptor, mas ele não acende. Abre a torneira, mas não sai água. Enfim, você tem liberdade para se mover, mas sabe que seu corpo ainda está dormindo.

Apesar de estar consciente, algumas situações características dos sonhos podem acontecer. Você vê coisas estranhas, ouve vozes, tem sensações. O diferencial é que é tudo muito nítido, os sentidos ficam muito mais aguçados. É difícil acreditar que tudo não passa de um "sonho".

Essa situação apavorante desperta o imaginário das pessoas, que frequentemente atribuem a este "sonho" manifestações do demônio, de criaturas sobrenaturais ou espíritos malignos. No Brasil, este fenômeno deu origem à lenda da Pisadeira, uma criatura noturna (na figura de uma mulher prá lá de feia) que perturba o sono daqueles que comem muito antes de dormir, e que principalmente dormem de barriga para cima.


A Pisadeira

Denominada por catalepsia projetiva, ou paralisia do sono pela ciência, é um fenômeno bastante comum (tanto que origina lendas nas mais diversas culturas), que acontece quando o cérebro acorda de um estado REM, mas a paralisia corporal (que é normal enquanto se dorme) persiste. Ou seja, é uma espécie de "falha" que pode ocorrer no cérebro no momento que despertamos do sono. As sensações e visões apavorantes que podem acompanhar a paralisia nada mais são que alucinações hipnagógicas.

Possíveis Causas

Alguns fatores podem possibilitar a paralisia e as alucinações, quais sejam: stress, sono irregular, noites mal dormidas, mudanças súbitas do padrão de vida da pessoa, dormir de barriga prá cima, etc.

Eu tive muitos episódios de paralisia, e todos eles estavam relacionados a um das situações acima. Por muito tempo me apavorei, até descobrir que é algo corriqueiro, vivido por milhares de pessoas, todas as noites. E o melhor, é um fenômeno físico e estudado pela ciência.


"The nightmare", tela de John Henry Fuseli. Retrata as sensações causadas pela paralisia do sono.

Mas o que fazer quando acontecer a paralisia? Apesar de existir tratamento com remédios, orientados por profissionais, eu procurei por muito tempo saber como as pessoas que sofrem frequentemente com esse mal lidam com isso.

E descobri técnicas muito interessantes. A primeira foi a "técnica do dedinho", ou seja, tentar mexer só um dedo com bastante calma e concentração. Isso pode ajudar a acordar o corpo.

A outra, e a mais divertida, é o que muitos chamam de projeção astral, ou viagem astral. Nada mais é do que uma tentativa de aproveitar a experiência da maneira mais positiva possível, realizando nossas vontades e desejos. Você pode voar, visitar seus amigos, ir a lugares distantes, tudo isso com a liberdade que você só tem em um sonho, mas com total consciência.

Se por um lado as visões são alucinações, por outro há a consciência do nosso espírito. O que podemos aproveitar para ter experiências espirituais únicas.

Da próxima vez que a Pisadeira lhe visitar, não se assuste. Relaxe e tente se divertir, encarando a situação como algo normal, apesar de parecer algo tão bizarro e assustador.

É isso aí. Bons sonhos a todos.



9 de agosto de 2010

Gizmo Filmes

Este é o melhor post de todos os tempos, sobre a melhor produtora de filmes de todos os tempos: A GIZMO FILMES!

A Gizmo Filmes é produto do imaginário fértil do meu tio Allan, vulgo Gizmo. Ele produz filmes amadores muito engraçados há 10 anos, e divulga no Youtube, onde ele é bem conhecido e faz o maior sucesso. Se você estiver de bobeira qualquer dia desses, dê uma conferida nos vídeos dele. É de chorar de rir.

Entrei em contato com sua assessoria de imprensa, e com muito esforço consegui um espaço em sua agenda. Ele gentilmente concendeu-me a entrevista a seguir, rs. Confira:

Contato Inicial:

O Sr. Gizmo recebeu a equipe do blog Malemolência em Série em sua casa de campo. Sempre elegante, trajava um belíssimo terno italiano e demonstrando muita simpatia foi logo oferecendo Tubaina a todos os presentes. Sem deixar de lado seu inseparável charuto cubano, sentamos ao lado da lareira e a entrevista começou.

1)Sr. Gizmo, conte-nos como e quando surgiu a Gizmo Filmes

A Gizmo Filmes surgiu de uma placa de vídeo queimada (dessas que se coloca no PC para jogar Games). Impossibilitado de utilizar o meu PC como plataforma de jogos, resolvi inventar alguma coisa diferente para fazer, foi ai que peguei minha câmera e filmei meu primeiro curta.

2)Quais foram as dificuldades encontradas no início da trajetória da Gizmo? Como foram superadas?

Uma das maiores dificuldades é encontrar atores dispostos a se passar por idiotas durante as filmagens, durante muitos anos somente eu e o Ponga se expusemos a tamanho vexame. Infelizmente o Ponga não agüentou a pressão e deixou a Gizmo Filmes. As dificuldades nunca foram superadas e hoje o único tapado a atuar nos filmes sou eu.

3)Qual foi o primeiro sucesso a emplacar nas bilheterias? E quais os maiores sucessos nestes dez anos?

O primeiro grande sucesso da Gizmo Filmes foi (Titanic). O filme conta a historia do jovem Gizmo de Dicaprio que realiza todos os seus sonhos antes de morrer quentinho em sua cama. Uma curiosidade a respeito desse filme é que ele foi rodado em 2002, e devido a problemas com direitos autorais, veio a ser publicado na web somente quatro anos mais tarde. Recentemente a Gizmo Filmes lançou um vídeo comemorando dez anos de sucesso, onde clássicos como esse, não deixaram de ganhar destaque.

 


 Grandes filmes foram produzidos durantes esses 10 anos, entre eles:

 IMPACTO EMINENTE (2008) - Na época esse filme rendeu uma publicação na FIZTV e um pequeno prêmio em dinheiro.


MUNDO MARAVILHOSO (2009) - Oscar de melhor ator para o Gizmo.


UMANOITE DE TERROR (2010) - Primeiro filme com cara de filme.


Você pode encontrar uma lista completa dos vídeos no portal da Gizmo Filmes clicando aqui


4)De onde vem a inspiração para roteiros tão bem elaborados?

Sei lá... Acho que da falta de uma coisa melhor para fazer.

5)Você pretende ampliar a visibilidade da Gizmo através de sites e outros canais de mídia?

Alguns de meus trabalhos já foram republicados em outros mecanismos de mídia e eu inscrevo muito deles em festivais e concursos criando filmes direcionados como por exemplo o vídeo: MEU PADRINHO PADI SISSU (2009).


6)Quais lançamentos os fãs podem esperar neste ano?

Infelizmente uma grande tragédia se abateu sob a Gizmo Filmes neste ano, onde depois de um format mal feito acabei perdendo todo o acervo de vídeos, programas e utilitários indispensáveis para a produção. Assim como as grandes produtoras Paramont Pictures e a Warner ressurgiram de grandes incêndios, aos poucos vou juntado forças para voltar as produções.

7)Quais são as metas futuras da Gizmo Filmes?

- Um convite para participar de um festival de filmes amadores!
- Um pequeno prêmio de 150,00 reais.
- Muitos elogios.

É muito pouco considerando os dez anos da Gizmo Filmes não acha? Sinceramente estou pensando em comprar um taxi e tentar alguma coisa diferente!
Obrigado...um beijo a todos.

Allan "Gizmo" Camargo

Presidente da Gizmo Entertainment Company da America Latina S.A

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É isso aí. Agora aguardem entrevista exclusiva com a melhor banda de todos os tempos: JURUMANO JUNQUEIRA!

6 de agosto de 2010

Aniversário + renovação de votos da tia Marisa & tio Basílio

Aqui vai mais uma aventura das minhas decorações de festa, hehehe. A tia Marisa (tia do Gam) fez aniversário dia 31/08 e aproveitou para renovar os votos do casório. Eu me inxeri na questão da decoração e a tia me deu carta branca prá brincar de decorar a festa dela.

Bom, a primeira coisa que eu pensei foi na cor... Achei que púrpura tinha tudo a ver com a personalidade dela. É uma cor que carrega muito mistério, consegue traduzir delizadeza e feminilidade, ao mesmo tempo que demonstra força, pois é uma cor que se impõe por si mesma.

Enfim, decidimos apostar nas variações de púrpura. Assim eu me atirei na 25 de março, completamente sem ideia do que comprar e sem conhecer o espaço a ser decorado. Mas na hora deu tudo certo, nada que um pouco de improviso e criatividade não resolva...

Ela também fez no clube em que fizemos a nossa festa de noivado, só que em um quiosque que eu não conhecia. Mas tendo em mente um evento em local aberto e com muito verde, claro que as flores não podiam faltar...

Como eu não poderia comprar flores naturais no dia, o jeito foi investir nas artificiais. Tem uma rua lá na 25 com uma meia dúzia de lojas especializadas em arranjos artificiais. É uma loucura, dá vontade de levar tudo, hehehe...

Bem, como a tia conseguiu reunir uma "força tarefa", eu não precisei me preocupar com a mesa do bolo. Fiquei com a decoração das mesas (só o arranjo, porque o buffet levou as toalhas), o teto a parede da mesa do bolo.

Arranjo das mesas

Eu queria reaproveitar uns vidrinhos quadrados que acabei não usando na minha festa. Depois de andar muito e rachar a cabeça, por tentativa e erro eu cheguei até o arranjo abaixo:


Arranjo das mesas

Muito fácil de fazer! Essa vela com canela já comprei pronta. Forrei o vidro com um pouco de musgo, pus  a vela e mais musgo em torno dela. Depois só finalizei com as flores e com a fita.


Pendentes do teto

Na verdade eu queria fazer aquelas bolas de isopor cobertas de flores. Mas fica bem caro. Eu calculo que, para uma bola de 25 cm de diâmetro, se gaste bem umas 60 flores médias. O que daria uma média de 30,00 por arranjo.

Então parti para uns arranjos menores, que já são vendidos prontos naquelas lojas da 25. Ele tem um suporte central de plástico para dar a forma de uma bola. O problema foi achar a cor que eu queria... em pleno sabadão, o movimento é intenso na 25, e tudo acaba muito rápido.

Camelei bastante até achar este arranjo aqui:

Pendente de flores

Para compôr com estes arranjos, comprei umas bolas de folhinhas verdes, a coisa mais fofa. Parecem naturais.O custo médio de cada arranjo ficou em R$ 6,00. Olha ela aí atrás do arranjo de mesa:





Parede da mesa do bolo

Na mesma loja de flores, comprei uma folhagem comprida de 1 metro e meio, e juntei as duas. Depois comprei rosas maiores de dois tons de roxo e fixei nas folhagens com arame bem fininho. Eu imaginei pregar isso na parede, mas chegando no quiosque, vi que não tinha parede como o que usamos no nosso noivado. Ele era vazado!!!

Mas aí o tio Basílio deu uma boa ideia e conseguimos pendurar. É este arco que aparece ao fundo.



É isso aí. Me diverti muito bolando esses arranjos, e não vejo a hora de fazer tudo isso de novo.

5 de agosto de 2010

Nomes antigos

É engraçado como os nomes próprios acompanham gerações, demarcando certos períodos históricos. A minha geração ficou bem caracterizada por nomes não-compostos, e relativamente simples. Aline (a maldita música francesa inspirou milhares de mães), Camila, Fábio, Renato, Talita, Márcio... Esses são apenas exemplos de nomes de amigos meus, de minha geração.

E esta minha geração, talvez por um certo complexo de ter um nome tão simples e pronunciável, resolveu adotar para seus filhos os tais nomes compostos. Ok, devo admitir que, em paralelo, observa-se o fenômeno "SON" nas camadas mais populares (rsrsr), mas eu tenho a impressão de que o movimento dos nomes compostos é mais avassalador, pelo menos na classe média.

Enfim, eu respeito o gosto de cada um. E confesso que até achava simpáticos esses nomes compostos, mas depois que virou febre, parece que perdeu o encanto. E somado a tudo isso, tenho uma grande apreciação por nomes antigos... Eles têm uma sonoridade sem igual, e remetem a épocas distintas, são super nostálgicos.

Tem gente que diz que nomes antigos são muito estranhos porque não têm "cara de bebê". Como se os bebês fossem morrer bebês... Eles crescem um dia, sabia? E pensando deste modo, os nomes que acham que tem "cara de bebês", não combinam com adultos... A logica é a mesma! Você já viu alguma velhinha chamada Aline? Isso tudo é uma questão cultural, portanto, argumento furado...

Enfim, estou falando disso tudo prá chegar num assunto bem legal. O Gam e eu já chegamos a falar de nomes de filhos, e por sorte de cara chegamos a um acordo: AGENOR. E vou explicar o porquê.

Quem me conhece sabe que sou fã inconteste de Cazuza. Tá, ele é um marco da geração de meu pai, e não da minha. Mas marcou minha infância e, por isso mesmo, minha adolescência. O Gamarra, por sua vez, é fã do Cartola, que nem de longe é da geração dele, mas que ele adora. E ambos se chamavam Agenor.


Cartola e Cazuza. Ou ainda, Agenor e Agenor.

Inclusive foi justamente o fato do Cartola se chamar Agenor e ao invés dele adotar um nome artístico (inclusive com as mesmas iniciais), que instigou o Cazuza a buscar as letras de Cartola. E ele se encantou. O problema é que esse encantamento ajudou a desencantar o Barão Vermelho, que não aguentava mais as viagens do Cazuza, que queria gravar "O mundo é um moinho" no meio de um disco de rock.

Enfim... o Cazuza achava o Cartola o máximo. E o Gam e eu achamos ambos o máximo. E o "nome de velho" deles, mais máximo ainda. E tem muitos outros nomes que gosto, mas que terão de esperar uma próxima postagem.

4 de agosto de 2010

Galeria do Rock & moda dark

A Galeria do Rock já foi um lugar bem legal em um passado não tão longínquo... Antes era um point para comprar vinil, camisetas de banda, camisas de flanela e acessórios punk e góticos. Além de um ponto de encontro para diferentes tribos do rock.

Hoje a gente passeia por lá e só vê cores prá tudo que é lado. A galeria está tomada de lojinhas de moda emo, ou dos "coloridos". A verdade é que as tribos urbanas atuais são tão efêmeras que nem têm tempo de criar raízes no imaginário da juventude. Os "coloridos" de hoje, são os emos de ontem (os quais na minha opinião nada mais foram do que uma versão hard core dos clubbers da década passada). E quando eu digo ontem, me refiro à primavera passada...

Enfim, voltando à Galeria... Para quem gosta de moda dark, na minha opinião não é mais um bom lugar para ir às compras. Isso porque as únicas opções de vestuário lá oscilam entre o arco-íris emo e roupas góticas que se pretendem mais a fantasias de Halloween do que a peças de bom gosto.

Galeria vista de cima

Sim, eu acredito na moda dark de bom gosto. Afinal, dá prá causar impacto com um visual sem parecer que se vai à uma festa à fantasia. Dá prá ser sexy e irreverente ao mesmo tempo com um bom look dark.

Prá isso, basta combinar as lojas certas com um pouco de grana e o mínimo de tato. Eu encontrei algumas boas lojas que vendem pela internet. Claro que em todas elas encontramos bizarrices e morceguices, mas ainda tem muita coisa legal prá quem tem ousadia o bastante. Nem preciso falar que eu AMO muito tudo isso, né?

Deixa eu mostrar algumas coisas que me agradam, vamos lá:

Espartilhos

O mais legal dessas lojas é que elas têm fabricação própria e algumas são especializadas em espartilhos. A Black Rose, por exemplo, fabrica espartilhos em fibra (não é silicone) ou em ferro, que não entortam de jeito nenhum, e ainda são feitos somen te sob medidas.

Existem dois tipos de espartilhos: "underbust" (ou corselet) e "overbust". O primeiro fica abaixo dos seios, o segundo é um tomara-que-caia. Saca só os "overbust":




Os modelos mais legais de "underbust", na minha opinião, são da Dark Fashion.



Calçados

A loja que me deixa louca com calçados é a Black Frost. Veja por que:



Um coturno baixo e regulável. Do jeito que gosto!

Essa bota eu já tenho há uns 4 anos, rsrrs.

Cara, olha essa sandália gladiador que máximo!
Essa é um pouco mais delicada. A vantagem é que ambas são reguláveis.


Luvas

Seguem minhas preferidas da Black Frost:


Gargantilhas

Gosto das peças da Black Rose:



É isso aí. Tem muito mais coisas legais prá mostrar, como saias, sobretudos, catsuits e peças bem curiosas. Mas isso é matéria para um próximo post, rs.