29 de outubro de 2010

Uma certa trajetória espiritual...



Eu doida prá parir logo o post de Umbanda, mas não dá prá falar disso sem falar como cheguei a isso. Sei que corro o risco de fazer uma narrativa enfadonha, mas só entendendo minha trajetória espiritual prá entender como construí meu ponto de vista, o meu olhar sobre a Umbanda.

Ok, vamos lá. Na verdade já tem um resuminho sobre isso nas páginas do blog, vou tentar reproduzir o que eu disse lá sem me estender muito. Bem, minhas lembranças religiosas mais remotas são de um centro de umbanda que minha família frequentava - detalhe: a família TODA, sem exceção.

Eu era muito pequerrucha, e por isso mesmo me lembro que sempre chegava uma certa hora da noite no centro que eu dormia nos bancos de madeira do público. Era estranho ver todo mundo da minha família no congá, a maioria deles incorporada. Mais estranho ainda era minha avó com erê em dia de Cosme e Damião. Ver sua avó chupando chupeta não é uma visão usual, confunde qualquer cabecinha em tenra idade.

Bem, me lembro que iam os vizinhos também. Era tudo muito organizado, o pessoal disciplinado. Eles se trocavam lá, todos vestiam branco, as únicas cores que apareciam na vestimenta eram as cores das guias nos pescoços.

Mas esta é uma época remota mesmo, virou história. Página virada. Todos pararam de frequentar o centro por razões diversas, mas felizmente a fé nunca abandonaram - e a mediunidade ficou latente em cada um, impressionante. O único "rito" que sobrou deste capítulo de nossa família foi o saudoso tio Renato, com seu baiano Sebastião Oliveira dos Santos, que ia na casa do meu vô mais ou menos uma vez por ano prá aconselhar a família e vislumbrar nossos futuros e passados.

Bem, neste ínterim, nós fomos crescendo sem nenhuma religião definida, nada além de um certo espiritualismo. Acreditava em reencarnação e espíritos, mas não seguia nada piamente. Não quis fazer comunhão ou crisma, porque achava um absurdo fazer um troço desse se eu não me considerava católica.

Num dezembro de 1999, minha madrinha Susi (irmã de minha mãe), deixou uma meia dúzia de livros 'espiriteiros' (créditos do termo: blog "vida de dois ursos". Mais que recomendo! Post fantástico sobre o espírita e a homossexualidade) prá minha mãe ler. Claro que minha mãe num leu nenhum, e eu, na maior curiosidade, peguei um que se chamava "Copos que andam". Era sobre a famosa brincadeira do copo. Como no colégio o pessoal fazia a aterrorizante brincadeira do compasso (que sempre terminava em cocô), fiquei curiosa prá ler o livro.

Daí pronto. Foi um atrás do outro, e em poucas horas de leitura eu enfiei na minha cabeça que queria ser oficialmente espírita. Eu tinha treze anos, e li todo o acervo que minha madrinha tinha em casa. Fiquei insaciável, e um belo de um dia neste mesmo verão, pus uma saia jeans, uma blusinha e um tamanquinho e me atirei nos sebos de Santana prá comprar livros espíritas. Foi a primeira vez que saí de fato sozinha.

No sebo eu comprei o crássico "Violetas na Janela", além do Evangelho segundo o Espiritismo. Eu tava louca prá ler Kardec logo, e me encantei com o Evangelho. Daí, um dia eu estava na casa da minha melhor amiga da escola, a Juliana. Contei prá ela sobre a minha super jornada espiritual e ela disse que uma vez o pai dela comentou que tinha um centro espírita lá na rua dela.

Como estávamos sozinhas, nos atiramos na rua à procura do tal centro. E demos de cara com ele. Tocamos a campainha, e um rapaz nos atendeu, disse que naquela semana mesma estaria começando o grupo de jovens, no sábado às 16h00.

Cara, tempos áureos! Arrastei minha irmã pro centro, aprendemos a tocar flauta, entramos no coral e tínhamos aula só com o livro dos espíritos. Nosso mestre de então, o sr. Guerrero (que guardo no fundo do coração), injetava Kardec em nossas veias, sem a menor moderação.

Nesta época eu me joguei de cabeça no espiritismo. E fiquei uma crente insuportável, proselitista e inflexível - assim como é a maioria dos 'espiriteiros' de plantão que se autoproclamam "kardecistas". Isso foi até os 18 anos, quando comecei a trabalhar em uma livraria. Lá também vendiam livros espíritas, e por trabalhar no meio, comecei a sacar algumas paradas estratégicas de best sellers.

Foi quando eu me dei conta que a Zibia Gasparetto não é espírita, apesar de ser literalmente adorada pelos espiriteiros. E eu enxerguei nisso a maior estratégia de marketing livreiro de todos os tempos. Ela faz a mesma coisa que os escritores do New Age americano. Sem se autoproclamar coisa nenhuma, consegue adeptos de todos os credos e não-credos possíveis.

Aí foi decepção pura. Não acho que ela seja charlatã. Até porque eu já vi o filho dela pintando 3 quadros de uma vez, cada um com um membro diferente do corpo, e quadros lindíssimos. E não creio que a vovó Mafalda tenha tanta criatividade prá escrever romances de época. Mas  e daí? Médium existe com todo o tipo de caráter, e era o caráter e as intenções da velhota que estavam em jogo prá mim.

Peguei birra ferrenha dos Gaspas. Poxa vida, tavam melando o movimento espiriteiro, usando TODA a base da doutrina sem fazer nenhuma menção a ela, e às suas custas ganhando rios de dinheiro. Quinta colunas do cacete, viu...

Depois desse desencanto, veio o próximo. O Ramatis. Comecei a me inteirar mais sobre o movimento espírita, a estudar sua história. E descobri a facção esotérica que se desvinculou do mainstream (A FEB - Federação espírita Brasileira) e fundou a Aliança Espírita.

Ramatis é safra da Aliança, se não me engano. É um espírito todo esotérico, e seus livros vão de encontro a princípios básicos da doutrina. Coisa de louco. Não sei como as pessoas conseguem conciliar ideias tão diametralmente opostas... Meu, o cara diz que os marcianos são louros porque são hierarquicamente superiores a nós. Darwinismo social na veia, VSF!!!!

Aí depois disso, veio o terceiro desencanto. Com o centro. Ou melhor, os trabalhadores do centro. As paranóias deles, os pré-conceitos, a religiosidade fervorosa que eles negam até a morte (ops, desencarne). Os jargões de seu vocabulário, seus clichés comportamentais e tabus.

Comecei a me sentir sufocada por aquele bando de ignorantes. Comecei a presenciar cenas ridículas de gente fingindo estar incorporada prá falar o que quisesse e ter prestígio. Mas o que mais me irritava era o falso moralismo. Bando de hipócritas, humpf.

Aos 22 anos abandonei o centro, completamente desiludida. Foi quando encontrei o "Espiritismo Ortodoxo". Pessoas com as mesmas inquietações que as minhas. Que viam um espiritismo degradado, maculado pela religiosidade mandingueira espiritólica de nosso povo.

O raciocínio desse pessoal é mais ou menos assim: Kardec usou o C.U.E.E (controle universal do ensino dos espíritos), um método empírico, portanto científico e racional. Só ele usou a psicografia com racionalidade científica, coisa que ninguém jamais voltou a fazer. Portanto, se não é Kardec, não é racional, e não é espiritismo.

Achei tudo isso o máximo. Mas essa empolgação durou menos de um ano, felizmente. Isso porque esse pessoal é mega radical. Eles se dizem racionais, mas prá mim são racionalistas. O extremo oposto do espiritismo à brasileira, todo ritualístico e sincrético. Só que este extremo foi muito prejudicial prá mim.

Isso porque à medida que eu racionalizava cada vez mais minha fé, mas eu a perdia. Não sei como esse pessoal consegue nutrir fé sendo tão racional. Até hoje eu não concordo que exista a tal fé racional, porque são coisas opostas prá mim. A fé é um ato religioso, e portanto não racionalizável. Quanto mais eu me enfiava no Espiritismo ortodoxo, mas eu me afastava de minha própria espiritualidade. Porque o aprimoramento moral passou a parecer algo tão infantilóide e irracional, que abandonei minhas preces e o pouco que restou de minha empolgação espiriteira.

Enfim, abandonei o Espiritismo ortodoxo e fiquei flutuando num mar etéreo até o coração começar a bater forte com os atabaques... Eu percebi que não dá prá querer racionalizar a verdade do universo, e "há mais coisas entre o céu e a terra do que imagina vossa vã filosofia" começou a fazer mais sentido do que nunca.

Voltei a me entregar à magia religiosa que me cercava nos tempos idos de adoração espírita. Só que agora sem me amarrar a credo nenhum ou doutrina. Me sinto livre, e nunca minha intuição esteve tão aguçada. Nunca tive tantas experiências transcendentais como tenho agora, e me sinto mais conectada com os meu guias do que estive em qualquer fase anterior.

Antes, se um espírito me pedisse prá eu acender uma vela, jamais o faria. Afinal, o que é uma vela? Um nada, pois o que manda é o pensamento. Tola, a vela é um instrumento prá canalizar o pensamento. O racionalismo puro, livre de qualquer grau de magia é, na minha opinião, intangível pelo homem. Precisamos ainda de instrumentos de fé - seja ele um hino evangélico, uma vela, um santinho ou um patuá. Não importa. e nesse sentido, a vela continua sendo um nada, mas o que é produzido através dela, é maior do que pensa nossa vã filosofia.

28 de outubro de 2010

Jurumano Fever + lançamento Gizmo Filmes

A equipe editorial do Malê brinda seus milhares de leitores worldwide com uma bombástica novidade: Jurumano Junqueira live in concert! A banda irá se apresentar em Paraíba´s Valley, a 30km de Caraguá City, o pólo roquenrol do litoral norte de Sampa, praticamente a Seattle brasileira.


Traduzindo: Jurumano (banda do meu tio Allan), Cb. Adilson é amigo do meu pai (toca violão prá caraca), carteira & carteirinha provavelmente são meus irmãos (guitarra e batera, mandam muito bem), e o Dimão dos teclados é meu papito (quem disse que ele toca teclado? Aff, rsrs. No máximo meia dúzia de músicas do Cazuza, Raul e Legião no violão)


É bem verdade que o show era previsto para o último sábado (23/10), porém, fatores climáticos impediram a realização do mega evento. Enquanto aguardamos a nova data, preparamos nossos leitores com todas as informações da fazenda do rock. Prepare-se, pois o Jurumano promete pôr o SWU no chinelo!


Vista panorâmica da fazenda do rock

Vista do palco. Grande possibilidade de vislumbrar Ness, o mascote da fazenda.

Área VIP, a loira esfuziante em destaque é minha mãedrasta, Selma.

O deck onde será o palco.


Confome bem colocado pelo Papito Dimão, o evento, dada suas proporções e localização geográfica, será inevitavelmente comparável ao lendário show do Pink Floyd em Veneza.





Bem, e como o show não rolou, o tio Allan aproveitou prá fazer um barulho no quintal do meu pai junto com meus irmãos. E para terminar o fim-de-semana praiano com chave de ouro (18k, como sempre), ele lançou mais uma obra prima cinematográfica, a primeira produção da Gizmo Filmes fora de São Paulo (e com um elenco record maior de que três pessoas):


E assim que soubermos da nova data do Jurumano Live in Concert no Paraíba´s Valley, informaremos nossos leitores em primeira (ou segunda) mão. Aguardem!

26 de outubro de 2010

Não é Beatles. But it's getting better all the time!





Sexta fui na endócrino. Contei prá ela que ainda queria uma HK de aniversário e uma granada de natal, e ela então dobrou a dose do bicho Prozac-fluoxetina. Disse que tem medo de entrar no meu blog e descobrir meus desejos homicidas, hehe.

Enfim, com três dias de uso, já me sinto bem mais calma do que já estava. E com muito mais saciedade. Ainda sinto que o ideal seriam três cápsulas ao dia, mas tenho que esperar... até a próxima consulta do mês que vem.

Fim-de-semana duca... Acordei cedo, fui ao shopping comprar presentes da afilhada. Comprei binquedo, e na loja de roupas, furtaram a sacola de brinquedos. Fucking DDA... 70 pilas no lixo. Que pelo menos seja útil a uma criança... Eram brinquedinhos educativos.

Daí foi um quiprocó danado (quid pro quo, isso é latim). O Gam veio me encontrar, e fizemos barraco com um cara que tava com uma sacola igual a minha, e o coitado era inocente (apesar de ser corintiano, o que já é um crime. E passional). Daí mais um blá-blá-blá no depto de segurança da loja... Depois de muito nervoso, compramos de novo os mesmos brinquedos, almoçamos e corremos prá casa. Banho de gato e corre prá aula de espanhol. Saí às 17h00 e fui prá casa de nuevo.

Lavei roupa, estendi... me arrumei, ele tomou banho... Chegamos na festa na hora do parabéns. Saímos de lá sei lá que horas... Domingo acordei meio-dia. Faxina até as 18h00. Banho de beleza, fiz pé e mão, e lá prás 22h00 fui começar a pesquisar meu seminário de ontem. Claro que não consegui montar o bicho. Acabei fazendo tudo ontem aqui no trabalho, e na hora de apresentar foi um sufoco... mas deu tudo certo, aparentemente.

Ontem mesmo tendo chegado massacrada pela aula, recolhi toda a roupa, dobrei tudo e passei toda nossa roupa de trabalho... Fui dormir às 3h00 da madruga. Acordei 8h10, hora que tenho que estar pegando o busão já... Mas consegui chegar a tempo, felizmente.

Passei um calorão dentro do ônibus, o remédio me dá isso. 15ºC na Paulista e eu suando bicas. As janelas fechadas, a mulherada de blusa de lã, e eu me sentindo na menopausa aos 24 anos. Fora isso, tem também o sono ruim. Demoro prá dormir, à noite fico agitada. E de manhã, fico mais imprestável do que de costume. Mas tudo isso é um preço muito pequeno diante da vida melhor que tenho com o Prozac.

Estou bem confiante com esse tratamento, e não troco minha endócrino por nenhuma psiquiatra. Pelo menos por enquanto. Desta vez estou com bastante paciência prá fazer um tratamento a longo prazo, com resultados mais demorados, porém mais efetivos. Acho que pela primeira vez eu não quero emagrecer rápido. Esse remédio me dá o equilíbrio suficiente prá querer tratar a causa do problema. E a causa tá aqui na minha cabeça. E isso leva tempo...

Surgiu uma oportunidade de sair do lodo da cadeia alimentar aqui da empresa. Mas nada certo ainda, se der em alguma coisa eu escrevo aqui, sem dúvidas. Com direito a uma caixa de fogos Caramuru e várias rodadas por minha conta no boteco dos deuses.

Ontem comprei um fone de ouvido xing ling, agora vou poder ligar pro meu pai daqui do trabalho pelo Skype (o ramal do pântano não é habilitado a fazer chamada interurbana). Conversamos hoje, e isso me deixou muito feliz.

Esse remédio é engraçado. Ele libera a melhor parte de mim. A Aline altruísta e benevolente. A Aline "flôzinha" (como disse o saudoso Sebastião). A Aline que dá lugar prá velhinha sentar e ainda puxa um papo longo com ela. Que divide o guarda-chuva com a patricinha no ponto de ônibus da PUC. Que dá suas bolachinhas ao filho do ex-funcionário que está na recepção aguardando resolver o problema do seu FGTS com o RH.

Enfim, me sinto humana de novo. Com o coração pulsando. Com fé e mais equilíbrio. Me arrependo de ter maldito tanto os antidepressivos.

21 de outubro de 2010

A vez da comilança (e do tio Gizmo)

Voltando do almoço, me peguei pensando que não postei o novo vídeo do tio Gizmo. Então decidi me redimir da culpa entrando na bomboniere prá me empanturrar de qualquer coisa bem calórica que preenchesse os duzentos gramas a menos do que comi hoje.

Bomboniere. É um nome tão legal, tão retrô. Que nem confeitaria, tabacaria, alfaiate, esses troços. Só que as bombonieres da vida  espalhadas em Sampa não têm nenhum glamour. Acho que tinham que mudar esse nome, viu... Algo como "lojinha de tranqueiras comestíveis" seria bem apropriado. Ou "parada doce", como era antigamente. Se bem que as bombonieres dos Jardins devem ser diferentes. De repente é falta de referencial de minha pobre parte.

Enfim, é difícil segurar as lombrigas depois do almoço, mesmo com o Prozac. E vira e mexe colo na grade da bomboniere prá degustar as delícias da vida que o Mastercard pode comprar. Ou melhor, o Ticket Restaurante, porque espertamente o aceitam lá. 

Daí, sabe como é. Um post puxa outro, e já que fiz uma lista de cosmeticmania, por que não listar minhas comilanças preferidas? Comilanças de gente gorda, snacks mesmo, dotados de carboidratos, açúcares, gorduras e do velho e bom (e o mau também) colesterol.
Aí aproveito e fecho com chave de ouro (18k), com a mais nova produção da Gizmo filmes. Bão de mais... na verdade o que eu queria era comer tudo isso aí em baixo assistindo Gizmo filmes o dia inteiro embaixo das cobertas, molhando o bico com café Aline (ou Misscafé, como dizia  meu amigo Thiago Tictic Careca) - clarinho, morninho e com um pouquinho de chocolate.

Vamos ao que interessa:
CATEGORIA DOCES

*pão de mel da Pan (caro, mas é o melhor).
*uva passa coberta de chocolate da Pan ou da Bib´s
*banana passa coberta de chocolate da Bib´s
*camafeu de nozes - qualquer um que vier pela frente
*paçoquinha Amor
*pingo de leite
*biscoito sembei
*bolinho sembe - é sem i no final mesmo, um bolinho japa muito bom, lembra bolinho de chuva
*beijinho- só se for cremoso por dentro e coberto de côco, não de açúcar
*bolinho de morango da Bauducco
*mini Bis
*docinho caseiro de leite em pó (vende isso aqui, crê?

CATEGORIA BEBIDAS

*Danoninho de beber - muito bom!
*Muppy de uva
*Yakult forever

CATEGORIA SALGADOS

*Natuchips - esse é o inhame mais bonito que eu já colhi!
*Doritos original - de nuevo!
*ovinhos de amendoim
*Ebicen
*Polenghinho - o de provolone é duca
*Pingo de ouro
*Club social recheado - provolone again
*Pringles e genéricos

Se fosse um tempo atrás, a categoria "doces" estaria infestada de chocolates diversos. Mas depois que comecei a trabalhar no ramo (calma, pai. Já sei que não posso falar o nome da empresa prá não me sequestrarem achando que eu tenho grana. Mal sabem que eu tô no lodo da cadeia alimentar aqui), não tenho mais vontade de comprar chocolate. UM VÍCIO A MENOS, THANKS GOSH!

E agora, a cereja do bolo. O diamante do anel solitário, a famigerada pepita de ouro 18k. Mais uma superprodução da Gizmo filmes. Mas depois de tanta tranqueira, é bom tomar uma água com gás prá purificar o paladar. Deguste:


20 de outubro de 2010

Cosméticos - give my beauty back!

Uma semana com a fluoxetina no sangue, e a vida foi se colorindo de novo! Nada como uma convivência social pacífica, sobretudo no trabalho. Nada pior do que ter que ficar o dia inteiro sorrindo e sendo gentil quando na verdade o que se quer é exterminar a raça humana.

Sexta tem endócrino, e ela vai comer minha orelha porque eu não fiz os exames de sangue de novo! Provavelmente ela vai aumentar a dose do bicho, porque apesar de eu estar me sentindo menos pior, a ansiedade tá à flor da pele ainda. Tô tendo dificuldades em dormir... e depois que durmo, é um parto prá levantar... Muita indisposição, credo. Fora que ainda sinto muita fome, vontade de comer as paredes, afe...

Dei uma sumida por causa da faculdade... provas e muita coisa atrasada... tô retardatária geral, em todas as matérias. Mas tô correndo atrás do prejuízo...

Bem, vamos ao que interessa. Um post bem ameno. Um post de retorno. Um post que chega de mansinho, olhando de soslaio, sambando miudinho, hehe... Vou falar de uma mania recente, coisa de gente bipolar.

Como não poderia deixar de ser, comecei a gostar de algo que sempre odiei. Cosméticos! Imagine esta criatura no auge da adolescência... cabelo joãozinho, estrelinha do PT na camiseta do uniforme e cabeça enfiada nos livros do Ensino Médio. Ainda vou postar uma foto destes tempos, é assustador, hehe...

Eu achava esse lance de cosméticos, maquiagem e escambal coisa de menina superficial e burra. Seeeeempre contra a maré, que coisa. Tanto que só comecei a usar maquiagem aos 20 anos. Aí me fissurei (é, coisa de gente bipolar, não me canso de repetir..). Só que em relação a cosméticos eu nunca me liguei... Achava um lance meio caro, sabe... Fora que nunca tive muita paciência prá ficar me besuntando de cremes e etc.

Daí agora que engordei horrores e minha auto-estima foi parar lá no deserto da Manchúria (o meu professor de História dizia que a Manchúria é logo depois de Guainanazes, de tão longe, hehehe!), resolvi apelar pros cosméticos. Já que tô uma baleia, pelo menos o resto que der, vou cuidando. O recheio tá pesado e gordurento, então vamos melhorar pelo menos a casca! Resultado: me viciei em vários trecos. Vou descrever aqui as coisas inúteis sem as quais não posso mais viver sem:

(depois que o Blogger deixar, eu coloco as imagens dos produtos...)

1)USO DIÁRIO - banho

Sabonete antiacne: esse é café com leite, porque uso desde os 16 anos. E nem posso sonhar em deixar de usar, minha pelo é oleosa demais. Graças a este bichinho, deixei de ser espinhuda. Eu uso o Acnesoap ou Acnaid, custa uns 20 mangos, mas dura bem uns seis meses. E não troco por nenhum outro. Já tentei usar uns mais baratos de enxofre, mas eu ficava com a cara brilhando, e isso me incomoda.

Xampú, condicionador e creme de pentear - linha profissional: gente, descobri que linha profissional tá cada vez mais acessível pro nosso bolso. E, numa boa, compensa de verdade. Meu cabelo ficou outra coisa depois que comecei a usar linhas profissionais. Tem umas marcas brasileiras excelentes e, claro, metade do preço das importadas. As que descobri: Alphaline, Ecologie e  Yabaé. Atualmente uso Yabaé porque é a única linha que encontrei que tem cremes de hidratação e de pentear para cabelos mistos. Curiosamente a maioria das linhas só faz xampú e condicionador prá cabelos mistos, o que é um contrasenso, já que as pontas precisam de hidratação. Custa uns 12 reais e é de 500 ml. Dura dois meses prá mim (depois que aprendi que tem que ser uma moedinha de um real, graças ao Fantástico), mesmo usando todos os dias, e lavando duas vezes. Massa, né?

Sabonete íntimo: coisinha besta e cara, viu... comecei a usar depois que descobri uma marca que tá sempre em promoção nas Lojas Americanas: Topz. Dois frascos por 7,99. Cada um dura dois meses prá mim. Dermacid nem pensar, só um frasco é o dobro disso. Carcamana até na alma!




Sabonete líquido: Uso quase todos os dias. Revezo com sabonete em barra (esfoliante da Dove) porque custa o mesmo que 4 Doves e só dura 15 dias. É, eu continuo carcamana.




2)USO DIÁRIO - pós-banho

Linha Renew 25: Tá, eu só faço 25 no mês que vem. Mas minhas olheiras são bem mais velhas que eu, rs. Ainda quero fazer um peeling antes de casar, e se não resolver, apelo prá faca. Comecei a usar a linha completa da Renew 25... e não notei diferença nenhuma. Mas já que foi caro à beça, vou usar até o fim, só de raiva, heheh.





3)USO SEMANAL - no banho

Aí estamos falando de um ritual. É o meu "banho de beleza", como eu digo ao Gam. Seria bem mais reconfortante se o resultado fizesse jus ao título, mas enfim... Vamos ao ritual de domingo:

Xampú antiresíduo: O mais barato possível, já que depois faço a hidratação. Comprei da Acquamarine.





Creme de hidratação (cabelos): Da Yabaé, como já disse. Massageio bem (só no comprimento, claro), enrolo, prendo com um grampo e ponho uma touca normal de banho. Daí é só deixar agindo enquanto sigo com o ritual. Faço a mesma coisa diariamente com o condicionador.




Limpeza facial: Clean and Clear, básico. O bom é que a linha vem enumerada, prá vc num perder a ordem do que vai passar primeiro. No banho é só esfoliação, o resto é depois.




Máscara de argila: Eu achei que seria a maior roubada comprar esse trem. Mas gente, é bom demais! Deixa a pele super macia, e é prá pele oleosa mesmo. Comprei da Flores e Vegetais. Ponho o trem no rosto e sigo com o ritual...






Esfoliação - corpo e pés: eu abro mão de todas as frescuraiadas acima, menos da esfoliação. Sem querer descobri a solução dos pêlos encravados. Já havia tentado tudo que é método de depilação, tentei de tudo, e minhas pernas pareciam um ralador de queijo. Com a esfoliação, ficou lisinha de novo!!! A pela fica um negócio de louco!!! Comprei da Indafarma - linha profissional. Ah, importante. Nessa hora eu desligo o chuveiro, consciência ecológica.

Depilação: Uso loção ou creme da Depiroll nas pernas, acho que é menos pior do que lâmina. Nas outras partes, a lâmina continua na atividade, hehe.

4)USO SEMANAL - pós-banho


Ped Egg: Comprei o Tabajara mesmo, de uma moça que mora aqui no centro de Sampa. Ela anuncia no Mercado Livre, mas fui lá na casa dela buscar. Maior fofa. Acho que paguei 10 conto no bicho, e funciona que é uma beleza.




Hidratante para pés: Gente, depois de esfoliação e o escambal, num precisa também de um puta creme, né? Uso um baratinho com uréia, que comprei no mercado. Essa foto da Risqué eu pus prá encher linguiça.

Hidratante para o corpo: Não gosto de me besuntar toda, passo bem pouco. Uso um da Hidramais com colágeno, simplesinho. Tenho dois Victoria´s secret, mas só uso em ocasiões especiais, rsrs.






Adstringente e Hidratante para o rosto: Seguindo a linha Clean and Clear, para pele oleosa.




Gel refrescante pós-depilação: prá não encravar meeeeeesmo! da Depiroll.







Antifrizz: Comprei da Laccan, o olho da cara!!! Mas é um espetáculo! Depois da escova (que eu mesma faço com meu Líssima), borrifo no comprimento. Ele é termoativo, e dá um brilho que reluz até a alma!





Bom, é só isso, rsrs. E olha que eu nem sou tão frescurenta assim, vai. Importante frisar que faço tudo que posso em casa: escova, hidratação, mãos, pés, sombrancelha e maquiagem.

Gosto de ser autosuficiente. Assim evito o ambiente insuportável dos salões de beleza (detesto!) e não preciso pagar pelo serviço. Até porque geralmente faço melhor mesmo, principalmente as unhas. Ainda bem, porque se eu precisar de um bico, posso bancar a manicure de boa!

8 de outubro de 2010

Misantropia na veia - the bipolar moment revisited



Quase uma semana sem o meu Prozac (fluoxetina), e já estou subindo pelas paredes. Cara, tô num momento de misantropia constante, um inferno astral sem tamanho... tá tudo voltando feito uma avalanche, furiosamente.

Daí porque há quase uma semana meu sonho de consumo passou a ser uma HK. Convívio social passou a ser sinônimo de batalha, e das mais sangrentas possíveis. Eu, no meu exército de uma mulher só, querendo realizar o maior genocídio da história. Holocausto? Nunca aconteceu, magina. Mas pode acontecer a qualquer momento! GRRR! Get out o' my way!!!!

Ai, ai... tô me lembrando de uma coisa. Tenho um amiga Borderline, e às vezes temos umas ideias insanas conversando pelo msn. Um dia eu dei a brilhante ideia de irmos a uma micareta juntas,  só prá podermos distribuir socos e cotoveladas gratuitamente. Credo, odeio micareta. Odeio Carnaval da Bahia, odeio trio elétrico, odeio tudo. Argh! Mas a ideia é boa, né?

Enfim... ainda bem que teimei em fazer esse blog um dia. Preciso vomitar essas coisas que me torturam. Eu tô de um jeito, que prá pôr os pés fora de casa tá sendo um martírio. Não consigo olhar pros lados, não quero ver gente na minha frente, ouvir gente, sentir cheiro de gente, tenho raiva, muita raiva. Vontade de provocar uma hecatombe atômica e deixar as baratas reinando este planeta dos infernos...

Alguma dúvida da minha bipolaridade? Tsc, nessas horas eu só queria que minha endócrino lêsse meu blog. Ela acha que meu problema é pura depressão... mal sabe ela que a minha depressão é capaz de chegar a extremos de provocar danos mais contundentes do que a depressão de 29. O crack da bolsa num é nada perto do que acontece aqui dentro das minhas fronteiras macroeconômicas.

E como não tô dizendo coisa com coisa e já tô assustando quem me lê, aviso que amanhã eu vou correndo na Ultrafarma comprar o bicho. É que tô há uma semana me recusando a pagar 40 conto, na Ultra não passa de 20 merréis... Todo esse sofrimento por estar sendo carcamana. Depois eu vou e torro 20 conto em sei lá o quê. Nonsense.

Ah, só prá esclarecer o título do post: bipolaridade também é um termo usado prá definir o sistema mundial durante a Guerra Fria, com as duas superpotências mundiais (EUA e URSS), cada uma em seu extremo oposto ideológico. "Bipolar moment revisited" foi na verdade um trocadilho com o artigo do Krauthammer um dos falcões do governo fucking Bush) , chamado "The unipolar moment revisited".

Isto porque alguns autores defendem que estamos vivendo um momento unipolar, com os EUA por cima da carne seca total. Outros, mais conscientes (e portanto menos americanóides), defendem que o sistema internacional vive um momento multipolar (com várias potências no comando), lideradas pela Colúmbia - o tio Sam (tá, ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA, PORRA...)

Vocês sabiam que os Estados Unidos quase se chamaram Colúmbia?  Aff, acho que tá na hora de parar de escrever... E só prá constar, nunca fiz um post com tantos links. Annoying thing...




6 de outubro de 2010

Lu Ferreira - a mulher alienígena

Finalmente minha promessa vai se cumprir!!! (Isto porque este quadro "Em breve no Malê"  tá pior que promessa eleitoreira). Enfim, a Lu é mais uma pessoa especial que encontrei "por acaso" no meio bloguístico. Caí de para-quedas no blog dela, e espero nunca mais sair de lá!!!

Essa mineirinha é um espetáculo. Super cabeça, escreve prá caramba. O blog dela é super despretencioso, e por isso mesmo surpreende. Ela não veio ao mundo bloguístico prá receber confete, só quer ter seu cantinho prá desabafar. E eu particularmente adoro blog assim... principalmente se são desabafos tão bem articulados... babei! Muita prosa e poesia, gente coisa é outra fina!

Comentário vai, comentário vem (no meu blog e no dela), e logo ela revelou que é fã de cinema amador. E se atira a experimentos cinematográficos, coisa que venho aprendendo a gostar com o meu tio Gizmo. Pedi prá ela bolar um texto contando sua trajetória com o Movie Maker, olha só o que ela aprontou prá gente:


Sempre fui apaixonada por filmes, desenhos, fotografias e todo o tipo de arte, mas o cinema me encantava e roubava todo o meu tempo e fôlego.


Quando me encontrei com o "Windows Movie Maker" vi nascer uma cineasta em mim! Tive a idéia de fazer um vídeo para divulgar a música do "Grupo Viola de Folia", onde meu pai e meu tio tocam e cantam; é um grupo diferente que traz o congado e a Folia de Reis para dentro de nossas casas com melodias simples e tocantes...Mas fazer o vídeo não foi nada simples! Inventei de fazer desenhos no "Paint" e isso levou um dia inteiro, percebe-se que , chegado um determinado momento, o vídeo fica monótono e repetitivo...Sem falar na quantidade de gifs animados.




Esse segundo vídeo não foi produzido por mim, mas essa cabeluda sou eu e o rapaz é Danilo França, num workshop de preparação. Foi muito legal essa experiência.




Os meus vídeos são assim, de repente uma idéia surge em minha cabeça e eu logo dou um jeito de por em prática. Esse foi feito no auge do sucesso de Susan Boyle, e tentei falar sobre como o ponto de vista das pessoas podem mudar e como os pré-julgamentos podem nos enganar. Os efeitos são precários pois ainda não sabia utilizar muito bem o programa.




O próximo video mistura paixonite pelos dois personagens de Crepúsculo e uma vontade de testar novas coisas que descobri no programa, como encaixar cenas, e esse efeito que queria testar, o de parecer que a minha cabeça estava voando. Estou bem ridícula, mas foi legal fazer.



Novamente uma idéia surgiu em minha cabeça.Estava em uma fase de fanatismo pelo grupo Abba e tive a idéia de parodiar um clipe dele. Convenci a minha irmã, os meus filhotes ajudaram e, voilá! Como não tínhamos os representantes masculinos, tivemos que pegar os verdadeiros emprestados.





O meu último vídeo exigiu maquiagem e peruca especiais. Inventei de fazer mágicas fajutas com o auxílio de truques simples de filmagem. Gostei muito de fazer esse.



Por enquanto é isso. A maioria desses vídeos foram filmados pela webcam, por esse motivo a qualidade da imagem não é tão boa. O meu sonho é conseguir uma câmera profissional para ter mais condições de dar asas a minha imaginação. Espero que, se não gostarem, ao menos dêm um sorriso, pequeno que seja, pois dei muitos enquanto fazia os videos.



É isso aí, é pessoal. Espero que gostem.

Lu, vou mandar um cv seu prá Gizmo Filmes, quem sabe você não arruma uma vaguinha na melhor produtora de todos os tempos???

4 de outubro de 2010

Metal contra as nuvens



Ontem foi um dia deprimente. Nublado, frio, com eleição e pilhas de texto pendentes prá leitura. Tem combinação mais enfadonha? Lá fui eu prá zona norte rever minha família e a antiga escola na qual estudei até a oitava série... A cada eleição vem uma onda nostálgica tirar do baúl os tempos melancólicos da EMPG Comandante Gastão Moutinho.

As paredes sujas e nojentas deram lugar a uma pintura impecável. Nunca pensei que o ambiente degenerado e escuro daquela escola fosse um dia se tornar tão iluminado e agradável (na medida do possível, claro). Agora o Gastão se parece mais com um hospital público do que uma estrutura carcerária. Grande avanço, não?

Trabalhinos escolares prá tudo que é lado. Salas de aula todas coloridas, violetas nas janelas (no plano físico mesmo, nada de divagações espiriteiras, rsrs), florzinhas de papel em tudo que era canto, em comemoração à primavera. Não vi uma pichação sequer, nem nas carteiras...

Diante deste cenário, que só vi melhorar a cada ano de eleição, não tinha como não fazer comparações com a minha época de estudante... Me lembro que tinha nojo de tudo que era canto... Acho que o nível de concentração de coliformes fecais alí era similar aos níveis do saudoso Carandiru. E a gente se sentia mesmo num pavilhão, era uma coisa de doido.

Pixação tinha prá tudo que era lado. Tinham as meninas da gangue local, a NPZ (até hoje não sei o que significa a sigla). Morria de medo delas, sempre fui cagona. Também já cheguei a ver na saída marmanjos com armas na cintura.

Tinha também o tio Carlos, que tratava a gente feito carcereiro. Quem corresse no recreio ele mandava ficar de pé encostado na parede do pátio até dar a hora de ir prá sala... e antes de ir, ainda fazia os transgressores catarem todo o lixo que os alunos jogavam no chão (o chão do pátio era nojento demais... tinha sempre uma camada escura melequenta de sujeira, misturada com restos de comida que todo mundo jogava no chão. Maior porqueira.)

Daí vem também as memórias políticas suscitadas por conta da eleição. Na terceira série (precisamente 1993), aprendemos a fazer conta com a inflação. Fiquei o ano inteiro recortando anúncios de supermercado e calculando, por exemplo, quanto o quilo do arroz custaria dali um mês... As contas tinham uns seis dígitos, o cruzeiro era mesmo uma coisa medonha, ainda mais em época de inflação.

Ah, a inflação!!! palavra que ouvia pelo menos três vezes ao dia... Às sete da noite jantávamos, depois vinha o Jornal Nacional. Ficávamos na sala com meu vô, sem entender uma palavra que o Bóris Casoy pronunciava (a não ser o "isto é uma vergonha"). Ouvia o tempo todo sobre inflação, e precisamente às oito da noite íamos dormir.

Lembro também da cara de galã do Collor, e depois do impeachmant. Das fitinhas verde e amarelo nas antenas dos carros e do sentimento de apatia quando se falava em política. Da vergonha de ser brasileiro e da total desesperança no futuro...

Política era uma coisa indecifrável que eu associava a  homem velho intelectual engravatado que aspirava a poder. Ou sindicalistas barbudos. Lembro do martelo de da foice, e ficava me perguntando o que era aquela maluquice toda, e porque do vermelho. Tanta parafernália que ainda transita na minha memória...

Quando cheguei em casa ontem, não consegui estudar. Tava muito cansada. Me desanimei a ponto de decidir trancar duas matérias da faculdade... e às onze e tantas da noite, voltei atrás... sempre que chego a este ponto de eutanásia, vem uma música que não me deixa desligar os aparelhos... Metal contra as nuvens.

Daí pronto, tudo se juntou e fez mais sentido do que nunca. Para além das milhares de interpretações que existem por aí, tenho comigo que essa música o Renato Russo fez quando das poupanças confiscadas. Quem me disse isso uma vez acho que foi minha irmã, e não consigo acreditar que exista outra interpretação melhor. Leia a letra, e veja se você concorda comigo.

E também é uma letra que fala de esperança, esperança de quem foi roubado e não exerga nada além de um futuro sombrio. Mas que não se entrega e confia, mesmo não sabendo no quê. Juntando a depressão puquiana com as eleições, cheguei em Metal contra as nuvens.



Metal Contra as Nuvens


Legião Urbana

Composição: Dado Villa-Lobos/ Renato Russo/ Marcelo Bonfá


I



Não sou escravo de ninguém

Ninguém, senhor do meu domínio

Sei o que devo defender

E, por valor eu tenho

E temo o que agora se desfaz.



Viajamos sete léguas

Por entre abismos e florestas

Por Deus nunca me vi tão só

É a própria fé o que destrói

Estes são dias desleais.



Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão

Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão

Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão.



Reconheço meu pesar

Quando tudo é traição,

O que venho encontrar

É a virtude em outras mãos.



Minha terra é a terra que é minha

E sempre será

Minha terra tem a lua, tem estrelas

E sempre terá.



II



Quase acreditei na sua promessa

E o que vejo é fome e destruição

Perdi a minha sela e a minha espada

Perdi o meu castelo e minha princesa.



Quase acreditei, quase acreditei



E, por honra, se existir verdade

Existem os tolos e existe o ladrão

E há quem se alimente do que é roubo

Mas vou guardar o meu tesouro

Caso você esteja mentindo.



Olha o sopro do dragão...



III



É a verdade o que assombra

O descaso que condena,

A estupidez, o que destrói



Eu vejo tudo que se foi

E o que não existe mais

Tenho os sentidos já dormentes,

O corpo quer, a alma entende.



Esta é a terra-de-ninguém

Sei que devo resistir

Eu quero a espada em minhas mãos.



Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão

Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão

Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão.



Não me entrego sem lutar

Tenho, ainda, coração

Não aprendi a me render

Que caia o inimigo então.



IV



- Tudo passa, tudo passará...



E nossa história não estará pelo avesso

Assim, sem final feliz.

Teremos coisas bonitas pra contar.



E até lá, vamos viver

Temos muito ainda por fazer

Não olhe pra trás

Apenas começamos.

O mundo começa agora

Apenas começamos





1 de outubro de 2010

Boca de urna: vote Doritos Original!



Injustiça tamanha essa edição limitada do Doritos Original. A Pepsico (sim, a Elma Chips foi engolida, viva a competição monopolística! Nostalgia ao lembrar daquela carinha estranha e sorridente no verso das embalagens, ainda tem isso?) precisa ser notificada deste grande erro. E por isso venho aqui lançar uma campanha em prol do melhor Doritos de todos os tempos.

Eu me lembro da primeira vez que experimentei Doritos, devia ter uns seis anos. Tudo bem que foi só um triangulinho, porque até eu começar a trabalhar aos dezesseis, tudo era regrado no quesito junk food. E talvez justamente a educação militar do meu vô (levávamos sempre um yakult ou suco na garrafa da lancheira  e duas bisnaguinhas com manteiga ou requeijão prá escola) tenha contribuído para que na adolescência se desencadeasse uma compulsão alimentar com toda a sua fúria. Ou não, vai saber.

Enfim, a embalagem era branca e azul, e lembro que detestei o bicho. Puta coisa sem graça, num tinha gosto de nada. Não prá uma criança que se acabava em Cheetos e Fritex. Mas vamos ao que interessa: se você também quer que o Doritos Original fique para sempre nas prateleiras, proteste aqui.

Toda essa pajelança só prá começar a falar de eleições. Sim, vou manifestar minhas intenções de voto, sem o menor pudor. Eu sei que religião, futebol e política não se discute, se lamenta. Mas prá isso eu deixo o espaço de comentários, fica aí um muro de lamentações... Não espero que concordem comigo não, e também não me ofende quem pensa diferente de mim. Só não xingue minha mãe, coitada. A Dona Sueli tem seus defeitos, mas é gente boa!

Mas antes de divulgar aqui os meus célebres escolhidos, alguma ideias discutíveis:


1) VOTAR NÃO É O MESMO QUE ELEGER

Eu sei que prá muita gente isso é óbvio. Só queria fazer um apelo àqueles que se sentem desestimulados em votar em quem não tá por cima nas pesquisas. Eu sei que existe a sensação de que não adianta nada votar porque o candidato vai perder e etc. Mas prá essas pessoas, fica aqui uma reflexão.

Quando você vota num partido miado, você ajuda a fortalecê-lo. Aumenta seu prestígio e sua confiabilidade, mesmo que lentamente. Aos poucos, o partido vai aumentando sua bancada, obtendo maior apoio político, se engrenhando em coligações, enfim, se institucionalizando.  Aí surge mais grana prá propaganda e marketing e etc.  É o que aconteceu com o PT desde sua fundação. Não por acaso o Lula venceu no auge institucional do PT. Com um partido mais amadurecido e organizado.

Por isso, não deixe de votar num candidato só porque ele não tem chances de ganhar. Hoje ele perde, mas amanhã ele estará mais fortalecido, e poderá vir a ser eleito. Isto é muito bom, pois permite que haja mais forças políticas, com uma maior diversidade representativa atuando seja no governo, seja na oposição.


2) VOTO OBRIGATÓRIO É BOM


Sempre achei um absurdo voto obrigatório. Isso até começar a estudar política, rsrs. O problema do voto não obrigatório é que desistimula a participação política das classes mais baixas. Isso porque votar envolve custos, principalmente de transporte. Aqui em São Paulo a realidade é outra, mais imagine um cara no Amazonas que tem que pegar um barco, um jumento e ainda andar uns 5 km prá poder votar? 

Quem tem meio de locomoção fácil? As classes de maior poder aquisitivo. Resultado? Política vai virar coisa de gente rica. E daí os interesses das classes mais baixas vão prás cucuias.

Existe um certo senso comum de que voto não deve ser obrigatório porque muita gente que não entende nada de política (lê-se gente pobre) só vota mal e põe quem não deve no poder. Isso explicaria, por exemplo, o fato do Tiririca e outras bizarrices estarem por cima da carne seca.

Mas "saber votar" é algo muito abstrato. O ato de votar implica muito mais do que pesquisa e exercício intelectual. É uma escolha também emocional. E prá quem não concorda, dê uma lida em autores de neurolinguística como George Lakoff. 99% de nossos pensamentos não são racionais, crê?

Mas ok, isso é uma discussão que dá muito pano prá manga. E apesar da ousadia de falar sobre o assunto, não tenho cacife prá tanto.


3)AND THE OSCAR GOES TO...

Finalmente minhas intenções de voto. Check it out:

Presidente: Marina Silva - 43


Vou Marinar sim. Já Lulei duas vezes, mas chega de PT. Alternância de partidos, pelo amor de Deus, né? OK, ela não vai ganhar. Mas num voto na Dilma. Quero dar meu voto prá ver mais um partido novo crescer e disputar o páreo nas próximas eleições. Na ausência de Marina, provavelmente votaria no Serra. O cara de direita mais progessista ever, se é que existe direita nesse país.







Governador: Fábio Feldmann - 43


Pelo mesmo motivo da Marina. E também porque não simpatizei com nenhum outro. O chuchu é do governo, 16 anos de PSDB é demais... Mercadante nem pensar. Talvez até votaria no Skaf, mas num confio no meliante não, não ainda. Vou esperar prá ver se a coisa amadurece.








Senador 1: Marta - 133


Ah, meu. Digam o que disserem, mas a Marta é super "prafrentex". Ela é a única política que consegue ao mesmo tempo apoiar feministas, GLBT e ainda ter a aprovação de gente de tudo que é crença. Inclusive neopentecostalistas! Marta no senado prá não deixar a coisa regredir. Ela tem esse quê de romper com paradigmas, e precisamos avançar, e não retroceder. Deus me livre pôr um Zé mané que amanhã ou depois queira tentar proibir camisinha ou coisa tão mirabolante quanto. Marta pela política não moralista, e ponto final.





Senador 2: Ricardo Young - 430


Porque tá na hora de ter um senador engajado nas causas ambientais. Tem que ter gente pensando nisso também no senado, uai.










Deputado federal: Ivan Valente - 5050



Eu não consigo imaginar alguém do PSOL, PCB e afins em cargos de gestão. O Búfalo, por exemplo, acho ele o maior barato. Mas quando ele começa a falar em estatizar tudo, me dá arrepios. Enfim, eu defendo que tem que ter esses "malucos" na câmara e no senado. Prá questionar o status quo, prá protestar, prá se posicionar contra qualquer decisão política que venha a prejudicar a classe trabalhadora. Que não tenha coligações e o rabo preso com ninguém. Que diga não sem medo.






Deputado estadual: Léo Aquila


Gente, pelo amor de Oxalá. Chega de homofobia! Quando é que vão legalizar o casamento homossexual? Chega, tem que ter representação GLBT. Eu sempre disse que a parada gay tinha que ser em Brasília, na frente do Planalto.